20 de agosto de 2026

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IFC Brasil 2026 discute a competitividade da aquicultura diante da expansão global

Geral AQUICULTURA 20/08/2026 08:21 Márcia Midori

Evento reúne especialistas, empresas e governo para debater comércio internacional, custos, sanidade, genética, inovação e seguro aquícola, com foco no avanço da tilapicultura brasileira e a entrada da tilápia vietnamita no mercado nacional.

Olá Vitor, tudo bem Este texto é uma visão sobre o avanço das exportações de pescados, o crescimento do consumo interno e a entrada da tilápia do Vietnã no mercado brasileiro. Esses fatores elevam a pressão por eficiência e competitividade na aquicultura nacional.

O tema estará no centro do Congresso Internacional de Aquicultura, que faz parte da programação do IFC Brasil 2026, de 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reunirá governo, pesquisadores e setor produtivo para discutir comércio internacional, custos, sanidade, genética, inovação e acesso ao seguro aquícola.

Segundo o professor da FGV e presidente do IFC Brasil 2026, Altemir Gregolin, a exclusão do pescado brasileiro de tarifas elevadas e a definição de uma alíquota de 12,5% melhoraram as perspectivas. O cenário ficou mais favorável, com aumento das exportações e do consumo interno. Ao mesmo tempo, a abertura do mercado brasileiro para a tilápia do Vietnã reforça a necessidade de elevar a eficiência, reduzir custos e tornar a produção mais competitiva, afirma.

O potencial de crescimento é sustentado pela expansão mundial do consumo de pescado. As projeções indicam maior demanda global nas próximas décadas, enquanto países do Sudeste Asiático, responsáveis por cerca de 90% da aquicultura mundial, enfrentam limites ambientais, de área e disponibilidade de matéria-prima. Com recursos naturais, tecnologia e experiência do agronegócio, o Brasil tem capacidade de ocupar parte desse espaço, desde que amplie acesso ao crédito, melhore a eficiência e fortaleça as políticas de sanidade e biosseguridade, especialmente diante do aumento da produção e do risco de doenças, defende Gregolin.

Programação

A programação começa no dia 2 de setembro com palestra do ex-Ministro Roberto Rodrigues sobre impactos da nova ordem mundial para o agro e o pescado. Também no mesmo dia, representantes da C.Vale, Bello Alimentos/Mar e Terra, Frescatto e Friocenter discutirão estratégias de mercado, enquanto especialistas da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária e da ApexBrasil analisarão tarifas, importações, exportações e a abertura de novos destinos, bem como os impactos das importações do Vietnã.

No segundo dia, os debates avançam sobre preços, custos e rentabilidade da tilápia, inovações em sistemas produtivos, rações sustentáveis, probióticos e alternativas para aumentar a resistência dos peixes. No dia 4 de setembro, a agenda é dedicada à sanidade e biosseguridade, ao melhoramento genético da tilápia e ao seguro aquícola. Em paralelo, haverá o Workshop Brasil X Paraguai sobre Produção de Tilápia no Reservatório de Itaipu, o Fórum Aqua 4.0, o Simpósio Sul Brasileiro de Bioflocos e um seminário de capacitação para exportação de peixes de cultivo, entre outras atividades. Construímos uma programação conectada aos problemas que hoje determinam a rentabilidade e o futuro da aquicultura, afirma a CEO do IFC Brasil 2026, Eliana Panty.

Mais informações sobre o IFC Brasil 2026 estão disponíveis no site do evento ou podem ser obtidas por e-mail ou telefone descritos pela organização.

Sobre o evento

A 8ª edição do IFC Brasil International Fish Congress & Fish Expo Brasil é realizada com patrocínio de apoiadores públicos e privados e apoio institucional de diversas instituições, buscando conectar ciência, setor produtivo e poder público para transformar conhecimento em ações concretas na aquicultura.

Contato de imprensa: Márcia Midori, (19) 9 9712 3224, [email protected]