O Brasil registrou em 2025 o maior número de afastamentos por transtornos mentais. A nova lei trabalhista exige que empresas cuidem da saúde mental, mas a fiscalização foi adiada. Entenda por que isso é urgente.
Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais, o maior número da história. Ansiedade, depressão e burnout são cada vez mais comuns no ambiente de trabalho. Isso não aconteceu da noite para o dia: é o resultado de anos de sobrecarga, pressão e falta de cuidado com o bem-estar.
A atualização da NR-1 agora obriga as empresas a identificar e gerenciar os riscos que podem prejudicar a saúde mental dos funcionários. Pela primeira vez, a legislação reconhece que o trabalho também pode adoecer.
Resumindo:
- 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025, recorde histórico.
- Ansiedade, depressão e burnout são as principais causas.
- NR-1 é a norma que trata de riscos psicossociais no trabalho.
- A fiscalização foi adiada por 90 dias pelo STF.
- Especialistas dizem que a lei chega com décadas de atraso.
Mas é preciso dizer que a NR-1 não chegou tarde, mas sim décadas após o problema se agravar.
Por muito tempo, a saúde mental foi vista como algo individual. O trabalhador era considerado fraco. Enquanto isso, metas impossíveis, jornadas longas e pressão constante eram comuns.
O adiamento da fiscalização não resolve o problema. Ele mostra que ainda temos dificuldade em tratar o assunto com urgência.
Quando um tema é importante, não se espera. Ações são tomadas. Isso aconteceu com segurança física, mas não com saúde mental.
Cada adiamento faz parecer que há tempo. Mas quem está doente não pode esperar.
A pessoa que tem burnout não está em período de teste. Quem volta de depressão sofre. Quem não dorme por causa do trabalho também.
Isso não ignora as dificuldades das empresas. Mudanças exigem investimento. Mas o custo do problema já é alto demais.
A pergunta é: por que precisamos tanto para enfrentar algo que era previsível
A saúde mental entrou na lei. Mas entrará na cultura das empresas

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