Uma reportagem do Globo Repórter mostrou como a perda auditiva vai além de não escutar, afetando também o equilíbrio e a memória. A especialista Gisele Munhoes explica os principais pontos.
A saúde auditiva ganhou destaque nacional na última sexta-feira, quando o programa Globo Repórter falou sobre o assunto. A perda auditiva não é só não escutar bem: ela pode trazer problemas de equilíbrio, memória e até acelerar o envelhecimento. O programa mostrou histórias de pessoas que melhoraram a vida com aparelhos auditivos.
Muitas vezes, os primeiros sinais de problemas auditivos passam despercebidos. Dificuldade de concentração, cansaço em lugares barulhentos e queda no trabalho podem ser sintomas. Nem sempre a pessoa percebe que está ouvindo menos.
- Um bilhão de jovens correm risco de perder a audição por causa de fones de ouvido.
- A perda auditiva não tratada pode aumentar o risco de quedas em idosos.
- O cérebro se esforça mais para entender sons, o que pode levar ao declínio cognitivo.
- Aparelhos auditivos modernos têm inteligência artificial e conectividade.
- Procurar um especialista cedo é essencial para evitar danos maiores.
Para a fonoaudióloga Gisele Munhoes, da WSA, a repercussão do programa é importante para combater a desinformação. Ela diz que a audição faz parte da saúde geral e que a ciência já sabe disso há anos.
O impacto vai além dos ouvidos
Identificar e tratar a perda auditiva cedo é importante não só para ouvir, mas para a saúde como um todo. O uso excessivo de fones em volume alto é um perigo, principalmente entre os jovens. A Organização Mundial da Saúde estima que 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos podem ter problemas auditivos por causa disso.
Gisele explica que o dano é cumulativo e silencioso. Ela recomenda controlar o volume e fazer pausas para os ouvidos, assim como cuidamos dos dentes e da pele.
O programa também mostrou pesquisas que ligam a perda auditiva não tratada ao declínio cognitivo. Quando o cérebro precisa se esforçar para ouvir, sobra menos energia para outras funções, o que pode acelerar problemas de memória.
Além disso, o ouvido interno é responsável pelo equilíbrio. Por isso, quem não trata a audição pode ter mais risco de cair, principalmente os mais velhos.
Do aparelho auditivo ao dispositivo inteligente
A tecnologia mudou os aparelhos auditivos. Eles agora são modernos, discretos e com conectividade. Pessoas que usam aparelhos conseguem melhorar a comunicação e retomar atividades sociais, ganhando mais qualidade de vida.
Gisele afirma que os aparelhos de hoje não são apenas amplificadores de som, mas ferramentas que devolvem autonomia e bem-estar.
O programa também mostrou novas pesquisas para o tratamento da surdez, que podem trazer abordagens mais eficazes no futuro. A especialista reforça que quem adia o diagnóstico perde a chance de usar recursos que estão evoluindo.
A recomendação final é procurar um especialista ao primeiro sinal de problema. Quanto antes o diagnóstico, mais cedo a pessoa volta a viver plenamente os sons do dia a dia.

Audição (IA)



