18 de agosto de 2026

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Viver nos outros: o legado que vai além dos bens

Geral Legado 18/08/2026 16:43 LC Agência

Em 'Testamento', Ricardo Almeida defende que o legado mais importante não são os bens, mas a influência que deixamos.

O empresário Ricardo Almeida lançou um novo livro chamado Testamento A imagem e o tempo: uma travessia metafísica. Nele, ele fala sobre a vida após a morte e diz que o verdadeiro legado não são os bens materiais, mas a influência que deixamos nas outras pessoas.

O livro tem um lado filosófico e é dedicado às filhas do autor. Em vez de deixar casas ou dinheiro, ele deixa reflexões e ideias. A ideia principal é o conceito de Imago: depois que morremos, não sumimos de vez. A nossa presença continua viva nas memórias e escolhas das pessoas que ficam.

Rapidinhas

  • O livro "Testamento" é dedicado às filhas de Ricardo Almeida.
  • O conceito de Imago diz que a influência continua após a morte.
  • O autor usa referências de Platão, Aristóteles e até Schrödinger.
  • O livro propõe que a vida é construída ativamente, não só acontece.
  • Uma frase marcante: "O que deixo são as ideias, não casas ou terras".

No livro, ele escreve que não deixa casas ou dinheiro, mas sim tudo o que aprendeu, os erros e os entendimentos, e até as forças invisíveis que reconheceu na vida.

Para explicar essa ideia, Almeida conta a história do seu avô, Walmir. Mesmo tendo uma vida difícil, com abandono e violência, ele se tornou uma referência. Depois de morrer, sua influência continuou nas decisões e valores da família, como uma força invisível.

Ele também fala sobre como explicamos o que não entendemos. Segundo ele, fomos nós que criamos os deuses, não o contrário. Isso não quer dizer que o sagrado não exista, mas que criamos essas representações para dar sentido ao que não controlamos. Com o tempo, elas passam a orientar nosso pensamento.

O livro também traz uma nova forma de entender o tempo. Almeida diz que não vivemos em uma linha reta, mas em três dimensões ao mesmo tempo: o tempo clássico (passado para futuro), o tempo imaginal (onde reinterpretamos o passado) e o tempo potencial (as possibilidades do futuro). Para ele, a vida não só acontece, a gente constrói ela.

O autor usa muitos exemplos: filósofos como Platão e Aristóteles, cientistas como Schrödinger, e até religiões como candomblé e cristianismo. Mas ele não complica: cada referência ajuda a explicar uma ideia, sem enrolação.

O livro é para quem pensa sobre a vida, a morte e o que deixamos para trás. Também é bom para pais que querem refletir sobre o legado que estão construindo. No fim, ele pergunta: o que vai ficar de você na vida dos seus filhos quando você não estiver mais aqui