Santa Catarina e Rio Grande do Sul lideram alta; cidades do interior crescem mais que os grandes centros. Em 12 meses, aumento nacional é de 11%
O setor de bares e restaurantes cresceu 7% em junho de 2026 comparado ao mesmo mês do ano passado, segundo a Mastercard e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR). Esse resultado é positivo, mas mostra que o crescimento não é igual em todo o Brasil.
Santa Catarina foi o estado que mais cresceu, com 12,4%, seguido do Rio Grande do Sul, com 11,6%. Pernambuco e São Paulo tiveram os menores aumentos: 5% e 5,5%.
- Santa Catarina lidera alta com 12,4%.
- São Paulo é o maior mercado, com 38,8% do setor.
- No acumulado de 12 meses, Distrito Federal lidera com 11,6%.
- Cidades do interior, como Santa Cruz do Sul-Lajeado, cresceram 18,5% em junho.
- Governador Valadares teve o maior crescimento em 12 meses: 17,9%.
Os números mostram que o setor continua crescendo, mas de forma desigual. Mercados como São Paulo já são maduros, enquanto outros estão crescendo rápido, principalmente no interior. Para os empresários, entender essas diferenças é essencial para aproveitar oportunidades e decidir melhor, diz Fernando Blower, presidente da ANR.
São Paulo é o maior mercado do país, com 38,8% do setor, mesmo com alta de apenas 5,5% em junho. Em seguida vêm Rio de Janeiro, com 11,5%, e Minas Gerais, com 8,5%. Santa Catarina tem 5,1%.
Crescimento acumulado chega a 11%
Nos últimos 12 meses, o crescimento médio no Brasil foi de 11%. O Distrito Federal liderou com 11,6%, seguido por Rio de Janeiro e Bahia, ambos com 11,5%, e Pernambuco com 11,3%.
São Paulo cresceu 10,8%, Minas Gerais 10,6% e Santa Catarina 10,5%. O Rio Grande do Sul cresceu 8,7%.
Para a ANR, é importante olhar além dos grandes centros. Entre as regiões do Sul e Sudeste, Santa Cruz do Sul-Lajeado cresceu 18,5% em junho, bem acima da média nacional de 7%.
Em 12 meses, Governador Valadares teve o maior crescimento entre 50 regiões, com 17,9%. Depois vieram Caxias do Sul (17,3%), Volta Redonda-Barra Mansa (15,6%), Cascavel (14,2%) e Varginha (13,9%).
O crescimento nas cidades do interior é um dos destaques. Isso mostra que as oportunidades não estão só nas capitais. Há mercados regionais crescendo de forma constante e que podem se tornar mais importantes no consumo fora de casa, avalia Fernando Blower.
Por outro lado, algumas regiões cresceram menos. Ipatinga caiu 1,5% em junho e subiu só 2,2% em 12 meses. Santa Maria e Uberlândia cresceram 3,9% e 4,7%.
O levantamento mostra um setor em expansão, mas com grandes diferenças regionais. Para as empresas, acompanhar essas mudanças pode ajudar a identificar novas oportunidades.
O crescimento real foi calculado descontando a inflação do setor, usando dados do IBGE. O Mastercard SpendingPulse usa dados anônimos da Mastercard para medir vendas.

Economia Imagem gerada por IA


