Produtores rurais e empresas do setor estão usando mais estruturas financeiras personalizadas para conseguir crédito mais flexível, diversificar investimentos e proteger seu patrimônio.
No agronegócio brasileiro, a gestão de grandes patrimônios não está mais restrita aos escritórios de São Paulo. Em regiões produtoras como Paraná, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, produtores rurais e empresas do setor estão cada vez mais procurando soluções financeiras personalizadas, como fundos de crédito (FIDCs) e carteiras de investimento sob medida.
Isso acontece porque a gestão de patrimônio no campo está ficando mais profissional, e há necessidade de diversificar as fontes de crédito e investimento em um momento de muita oscilação de preços de commodities, câmbio e juros.
- FIDCs são fundos que usam recebíveis de empresas para gerar crédito.
- A HUMU é uma instituição financeira de Umuarama (PR) que movimenta R$ 9 bilhões por mês.
- O atendimento próximo ao cliente ajuda a criar soluções mais adequadas para o agro.
- Gestão patrimonial personalizada está em alta entre famílias do setor.
- Investir no exterior também tem sido usado como proteção contra oscilações do dólar.
Nesse cenário, a HUMU, instituição financeira criada em Umuarama (PR) e com operação em São Paulo, tem ampliado sua atuação com produtores e empresas do agro. A empresa diz movimentar mais de R$ 9 bilhões por mês e tem cerca de R$ 1 bilhão em ativos sob gestão em fundos e carteiras no Brasil e no exterior.
Segundo Rodrigo Grossi, COO da HUMU, a busca por estruturas mais flexíveis cresceu, principalmente entre produtores e empresas de médio porte que querem alternativas aos produtos padrão dos grandes bancos e cooperativas.
O produtor e o empresário rural estão mais sofisticados financeiramente. Eles querem crédito e investimento que acompanhem o ciclo do negócio, com mais flexibilidade e atendimento próximo. Por isso vemos mais procura por estruturas fora do modelo tradicional, afirma Grossi.
Relacionamento próximo no atendimento ao agro
A proximidade com o cliente é um dos fatores que explicam o crescimento dessas soluções fora dos grandes centros. A origem da empresa no interior do Paraná ajudou a criar um modelo baseado no contato direto com produtores e empresários.
Segundo Grossi, entender a dinâmica regional, a sazonalidade da produção e as necessidades de cada operação permite criar estruturas financeiras mais adequadas à realidade do campo.
Quem atua no campo sabe que confiança não se constrói só por aplicativo. Estar perto do cliente, entender a propriedade e acompanhar o negócio ao longo do tempo faz diferença na hora de estruturar crédito, investimento e planejamento patrimonial, destaca o COO.
Em um setor historicamente baseado na confiança e no contato pessoal, o atendimento menos automatizado tem ganhado importância na tomada de decisão financeira.
FIDCs se consolidam como alternativa de crédito
Entre as estruturas que mais avançam no agro estão os FIDCs, fundos que reúnem direitos de crédito de operações comerciais e financeiras de empresas do setor. Na prática, esse modelo pode ampliar o acesso ao crédito para empresas de médio porte, com condições mais ajustadas ao fluxo de caixa rural.
O FIDC permite transformar recebíveis em fonte de recursos para empresas do agronegócio. Ele pode trazer mais agilidade, condições adequadas ao caixa da operação e ser uma alternativa complementar ao crédito bancário tradicional, explica Grossi.
A HUMU atua na estruturação de fundos de crédito privado e outras soluções, incluindo FIMs, FIPs, FIIs e carteiras administradas. Também possui uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) autorizada pelo Banco Central, integrada à gestora de recursos do grupo.
Carteiras personalizadas ganham espaço entre famílias empresárias
Outro movimento é o crescimento da procura por gestão patrimonial personalizada. Em vez de concentrar em produtos padrão, famílias do agro buscam estratégias desenhadas para o perfil de risco, horizonte de investimento e objetivos de patrimônio.
Segundo Grossi, a personalização permite combinar diferentes classes de ativos e construir uma estratégia mais eficiente de preservação e crescimento do patrimônio.
Muitas famílias já perceberam que produtos padronizados nem sempre atendem seus objetivos de longo prazo. A carteira estruturada permite combinar diferentes ativos e construir uma estratégia mais aderente ao perfil de risco, à sucessão familiar e à preservação do patrimônio, afirma.
Além do retorno financeiro, temas como sucessão familiar, governança e planejamento patrimonial passaram a ocupar mais espaço nas decisões desse público.
Diversificação internacional na estratégia patrimonial
A exposição do agro às oscilações do dólar e das commodities também tem levado investidores do setor a diversificar geograficamente os ativos. Estruturas internacionais e investimentos no exterior já fazem parte da estratégia de parte das famílias.
O objetivo não é substituir os investimentos no Brasil, mas complementar a carteira e reduzir a concentração de riscos. A volatilidade do dólar e das commodities faz parte da rotina do agro. A diversificação internacional é uma ferramenta de proteção patrimonial, afirma.
Para Grossi, a tendência é que a gestão de fortunas no agro continue avançando para modelos mais sofisticados, descentralizados e conectados à economia real das regiões produtoras.
A gestão de fortunas no agronegócio está entrando em uma nova fase. O patrimônio gerado no interior do país busca soluções mais profissionais, diversificadas e ligadas à economia real. Essa tendência deve se intensificar nos próximos anos.
Com o crescimento do crédito privado, da gestão patrimonial personalizada e das estruturas de investimento voltadas ao campo, o agronegócio brasileiro ganha cada vez mais espaço no mercado de wealth management, mostrando que a administração de grandes patrimônios vai muito além da Faria Lima.
Sobre a HUMU: A HUMU é uma instituição financeira fundada em Umuarama (PR) que atua como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com foco em empresas de médio porte, oferece soluções integradas de pagamentos, crédito, investimentos, energia e tecnologia. Movimenta mais de R$ 9 bilhões por mês e aposta em atendimento 100% humano.

Rodrigo Grossi - COO da HUMU (Divulgação/HUMU) (Ajustada por IA)


