13 de agosto de 2026

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Estudo mostra que doença renal crônica é subdiagnosticada no Brasil

Geral Saúde 13/08/2026 14:16 Aline Anile (Assessoria de imprensa PUCPR)

Pesquisa com participação da PUCPR avaliou mais de 14 mil pacientes com diabetes e hipertensão e descobriu que o exame que identifica a doença precocemente era pedido em menos de 5% dos casos.

A doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros cerca de 10% da população segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Desses, mais de 170 mil já precisam de diálise ou transplante, de acordo com o Censo Brasileiro de Diálise 2024. Mas o problema pode ser ainda maior: um estudo feito com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) mostra que muitos casos não são descobertos por causa da falta de exames.

Os pesquisadores analisaram mais de 14 mil pessoas com diabetes e hipertensão, que são os principais grupos de risco para a doença. Eles descobriram que dois exames simples que ajudam a diagnosticar a DRC raramente são pedidos: o exame de creatinina no sangue e o teste de proteína na urina (albumina). Antes de uma campanha nacional de rastreamento, menos de 5% dos pacientes que fizeram creatinina também fizeram o teste de urina. Depois da campanha, o número subiu para apenas 7%.

Rapidinhas sobre a notícia

  • Mais de 20 milhões de brasileiros têm doença renal crônica.
  • Exames simples como creatinina e albumina na urina podem detectar a doença cedo.
  • Menos de 5% dos pacientes de risco fazem os dois exames.
  • O diagnóstico precoce pode evitar diálise e melhorar a qualidade de vida.
  • A doença renal crônica pode se tornar a quinta maior causa de morte no mundo até 2040.

Existem exames simples que ajudam a identificar a doença renal crônica, como o exame de creatinina no sangue e o teste de proteína na urina. Mesmo assim, eles nem sempre são feitos com regularidade, inclusive por pessoas que estão nos principais grupos de risco. Por causa disso, muitos casos não são descobertos no começo, o que pode dificultar a adoção de cuidados precoces para proteger os rins e evitar que a doença avance, explica o nefrologista Thyago Proença de Moraes, pesquisador e professor da PUCPR e um dos autores do estudo.

O diagnóstico precoce pode mudar a vida dos pacientes e diminuir a pressão no sistema de saúde. A doença renal crônica é silenciosa no início, então muitas pessoas não sabem que têm o problema. Se for pega cedo, é possível retardar ou até evitar a diálise.

A pesquisa foi publicada no Brazilian Journal of Nephrology (Jornal Brasileiro de Nefrologia) e teve a colaboração de especialistas de várias instituições, como Unicamp, Escola Bahiana de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Arbor Research Collaborative for Health.