13 de agosto de 2026

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Quando o robô vira funcionário: o desafio da identidade digital

Geral Tecnologia 13/08/2026 10:56 Ramon Ribeiro (Diretor Comercial da Solo Network)

Empresas estão usando cada vez mais robôs de inteligência artificial (IA) para trabalhar, mas a segurança digital não está pronta para eles. Especialistas alertam que esses robôs podem causar falhas graves se não forem bem controlados. Saiba mais sobre esse novo desafio.

Para cada pessoa registrada nos sistemas das empresas, existem entre 45 e 90 robôs digitais trabalhando ao mesmo tempo. Eles são contas de serviço, chaves de acesso e, cada vez mais, agentes de inteligência artificial (IA) que decidem sozinhos o que fazer, sem precisar de um humano para dar o ok.

Esses robôs acessam sistemas importantes, como planilhas de vendas, bancos de dados e e-mails, e podem agir rápido, mais do que qualquer pessoa. Mas a segurança das empresas foi feita pensando apenas em humanos, que fazem login em horários previsíveis e usam senhas. Os robôs não seguem essas regras, e isso pode ser um grande problema.

  • Um robô de IA pode trabalhar 24 horas por dia, sem parar, e isso dificulta perceber quando algo está errado.
  • 92% das empresas não confiam nos seus próprios sistemas de segurança para proteger essas identidades digitais.
  • Um único robô de atendimento ao cliente pode criar centenas de sub-robôs, cada um com suas próprias permissões.
  • A maioria das empresas não sabe quantos robôs estão usando, nem o que eles estão fazendo.
  • Se um robô cometer um erro, ninguém sabe quem foi o responsável.

De acordo com uma pesquisa da IBM, 92% das empresas não se sentem seguras com suas ferramentas antigas para proteger essas identidades. O problema não é só uma atualização simples, mas uma mudança grande na forma como a segurança digital é feita.

Mais robôs, mais confusão

A Deloitte, uma das maiores consultorias do mundo, descobriu que o acesso a ferramentas de IA cresceu 50% em 2025, mas apenas uma em cada cinco empresas tem regras claras para o uso dessas ferramentas. Cada novo robô pode gerar muitas outras identidades, tokens e conexões, o que dificulta ainda mais o controle.

Muitas empresas nem sabem quantos robôs existem, nem o que eles estão fazendo. Isso é perigoso, porque um robô pode acessar dados que não deveria, com permissões demais, e ninguém lembrar de ter configurado.

Senhas não são suficientes para robôs

Contas de serviço tradicionais fazem tarefas fixas, como um robô de fábrica. Já os agentes de IA são diferentes: eles pensam, escolhem o que fazer e podem buscar informações que os criadores não imaginaram. Por isso, as senhas não são suficientes para controlá-los.

A solução é usar o conceito de Zero Trust, que significa não confiar em ninguém sem verificar. Isso deve ser aplicado também aos robôs, criando e removendo identidades automaticamente, com permissões limitadas e rastreamento de tudo o que eles fazem.

Especialistas já falam em criar "agentes guardiões", que são robôs especiais para vigiar outros robôs, garantindo que eles não façam nada errado. As empresas que não se prepararem para isso correm o risco de sofrer ataques graves no futuro.

A próxima grande falha de segurança pode não vir de um hacker de fora, mas de um robô com poder demais, fazendo coisas que ninguém autorizou, em um sistema que ninguém sabia que estava conectado.

Sobre a Solo Network

A Solo Network é uma empresa brasileira que ajuda outras empresas a se protegerem no mundo digital, com soluções de segurança, nuvem e colaboração. Com mais de 20 anos de mercado e 6.000 clientes, é referência no assunto.