13 de agosto de 2026

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AFIP moderniza segurança digital com tecnologia avançada para proteger dados de pacientes

Geral Saúde 13/08/2026 10:56 Milton Vieira (Capital Informação)

Com mais de 8 milhões de exames por mês, a AFIP adotou novas ferramentas de cibersegurança para garantir a proteção dos dados e a estabilidade dos sistemas, reduzindo custos e melhorando a segurança do paciente.

A AFIP, uma das maiores redes de laboratórios do Brasil, com cerca de 8 milhões de exames por mês, está investindo em segurança digital para proteger os dados dos pacientes e garantir que os sistemas funcionem sem interrupções. A instituição, que atende o SUS e também clientes particulares, adotou novas tecnologias da Palo Alto Networks, com ajuda da consultoria Add Value.

Essa mudança começou em março de 2024, quando foram instalados cerca de 100 firewalls (barreiras de proteção) em suas unidades. Um ano depois, em 2025, eles ampliaram a proteção com 2.620 licenças de XDR, uma ferramenta que ajuda a detectar e responder a ataques cibernéticos nos computadores e servidores.

Resumindo, o que isso significa:

  • A AFIP faz muitos exames, e agora está mais protegida contra ataques de hackers.
  • A nova tecnologia permite enxergar melhor o que acontece em todos os sistemas, inclusive nos equipamentos médicos.
  • Com a proteção mais forte, o custo do seguro cibernético caiu de R$ 500 mil para R$ 170 mil.
  • Antes, os sistemas eram instáveis e causavam retrabalho; agora, são mais estáveis e previsíveis.
  • A segurança digital passou a ser tratada como parte importante do cuidado com o paciente, com participação direta da diretoria.

Por que isso é importante

Na saúde, os dados são muito sensíveis. Se um sistema falhar ou for invadido, pode atrapalhar diagnósticos e tratamentos. Por isso, a AFIP decidiu tratar a segurança digital como parte essencial da segurança do paciente.

O que mudou na prática

Antes, a equipe de TI vivia apagando incêndios, ou seja, resolvendo problemas de última hora. Agora, eles conseguem planejar e agir de forma preventiva. Eles também passaram a usar novas ferramentas como SOC (Central de Operações de Segurança) e SIEM (Sistema de Gerenciamento de Eventos de Segurança) para monitorar tudo em tempo real.

Conseguimos enxergar todo o ecossistema, não apenas a TI. Isso muda a nossa forma de operar, disse Milton Vicente Vieira Junior, Diretor de TI da AFIP.

Outra mudança importante foi a integração entre a equipe de TI e a engenharia clínica, que cuida dos equipamentos médicos. Isso ajudou a identificar riscos em aparelhos que antes não eram monitorados de perto.

Com a nova tecnologia, a AFIP também conseguiu reduzir custos. O seguro cibernético, que protege a empresa contra prejuízos de ataques, caiu de cerca de R$ 500 mil para R$ 170 mil.

A parceria com a Add Value foi fundamental, com suporte próximo e modelos que seguem as regras de auditoria pública. Hoje, a segurança digital tem assento na diretoria e está integrada à governança clínica, com participação ativa do DPO (Encarregado de Proteção de Dados), contou Fábio Ruy Bernardo, Gerente de Infraestrutura e Segurança da AFIP.

A AFIP é uma instituição filantrópica com 50 anos de história, que atende a população por meio do SUS e também oferece serviços particulares. Ela devolve mais de R$ 16 para cada R$ 1 de benefício fiscal que recebe. Com essa nova proteção, ela continua cumprindo sua missão de cuidar da saúde das pessoas com segurança e eficiência.

Em um ambiente onde o dado define decisões clínicas, garantir sua integridade é, cada vez mais, garantir o cuidado com o paciente, avaliou Thiago Spósito, Sócio da Add Value.