Os resultados do Ideb mostram que a educação em São Paulo avançou em todas as etapas, com melhorias significativas no ensino fundamental e médio, fruto de investimentos em tecnologia, ensino técnico e parcerias com os municípios.
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados nesta semana, confirmam que a educação em São Paulo avançou em todas as etapas avaliadas. Em um cenário de grandes desafios para a educação nacional, o estado alcançou marcas expressivas e iniciou um novo ciclo de crescimento.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,2 para 6,6, a terceira melhor posição entre as redes estaduais do país. Nos anos finais, avançou de 5,1 para 5,2, a segunda melhor média já registrada pela rede. No ensino médio, historicamente o maior desafio da educação brasileira, o índice passou de 4,2 para 4,5, o melhor resultado da história de São Paulo, considerando a formação técnica integrada.
- O Ideb de São Paulo subiu em todas as etapas de ensino.
- O ensino médio teve o melhor resultado da história do estado.
- 70% das cidades paulistas melhoraram seus índices.
- O programa Alfabetiza Juntos SP recebeu o Selo Ouro do Ministério da Educação.
- O número de estudantes no ensino técnico cresceu sete vezes desde 2023.
Os números mostram que é possível aproximar a escola das expectativas dos jovens quando a aprendizagem vem acompanhada de novas oportunidades. Por isso, a rede ampliou o ensino técnico e criou iniciativas como o BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), o Provão Paulista, que amplia o acesso às universidades públicas, e o Prontos pro Mundo, que proporciona experiências internacionais aos estudantes.
Resultados positivos em todo o estado
Os resultados confirmam tendências já apontadas por avaliações como o Saresp. As diretrizes do governador Tarcísio de Freitas para a recuperação da aprendizagem começaram a produzir uma mudança na trajetória da educação pública, com a retomada de patamares pré-pandemia.
Em parceria com os 645 municípios, o Estado também atua para aprimorar a alfabetização, com apoio financeiro e pedagógico. Essa articulação tem contribuído para avanços em todo o território paulista: 70% das cidades avançaram no Ideb, indicando resultados na redução das desigualdades regionais. O trabalho também foi reconhecido com o Selo Ouro de Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação pelas ações do Alfabetiza Juntos SP.
Desafios e próximos passos
Os números, porém, reforçam um desafio que São Paulo compartilha com o restante do país: aproximar os jovens da escola. O ensino médio continua concentrando os menores indicadores de aprendizagem, justamente em uma fase em que aumenta o risco de abandono escolar para trabalhar e ajudar a família.
Desde o início desta gestão, a busca ativa elevou a frequência dos jovens nas escolas a 86%, levando 300 mil estudantes de volta às salas de aula diariamente. Mas trazê-los de volta não basta. É preciso conectar a escola aos desejos e às demandas desta geração.
Por isso, o currículo foi atualizado e novas oportunidades incorporadas, com conteúdos como educação financeira, empreendedorismo, liderança, robótica e tecnologia, além da expansão do ensino técnico integrado. Hoje, 231 mil estudantes estão nessa modalidade, quase sete vezes mais que os 35 mil de 2023. O objetivo é ampliar as possibilidades de futuro, seja pela continuidade dos estudos, seja pela preparação para o mundo do trabalho.
Gestão baseada em evidências
Nenhuma dessas iniciativas surgiu por acaso. Elas resultam do acompanhamento permanente das mais de cinco mil escolas da rede estadual, de uma gestão baseada em evidências, avaliações periódicas e indicadores que permitem identificar dificuldades e apoiar cada unidade.
Na educação, resultados exigem consistência, acompanhamento e capacidade de corrigir rotas. O Ideb não é um ponto de chegada, mas um instrumento para orientar decisões: mostra onde avançamos e quais desafios ainda precisam ser superados.
Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, seguimos intensificando ações de reforço, tutoria e recomposição da aprendizagem para acelerar a evolução dos indicadores.
Na educação não existem atalhos. Administrar a maior rede pública do país, com mais de três milhões de estudantes, exige planejamento, políticas consistentes, valorização dos professores, escolas organizadas e foco na aprendizagem.
A educação de São Paulo está na direção certa. Os resultados mostram que esse caminho é possível com evidências, continuidade e compromisso com a aprendizagem. São essas diretrizes que continuarão orientando o ensino público no estado.

Renato Feder, Secretário da Educação de SP


