12 de agosto de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Espetáculo para bebês explora os primeiros vínculos com acrobacias e bambu

Geral Teatro 12/08/2026 16:37 Adriana Balsanelli e Renato Fernandes (Assessoria de Imprensa Companhia das Rosas)

A Companhia das Rosas apresenta 'Esse-Outro', uma peça de teatro para bebês que investiga a formação dos primeiros vínculos, do acolhimento no ventre à descoberta do mundo. Com direção de Clarice Cardell, a montagem combina teatro, acrobacia, música ao vivo e um cenário de bambus transformável. As apresentações gratuitas acontecem no Sesc 24 de Maio e no Espaço Chiquita, em São Paulo.

A Companhia das Rosas apresenta 'Esse-Outro', um espetáculo de teatro para bebês que explora os primeiros vínculos entre as pessoas. A peça fala sobre como nos conectamos com os outros, desde quando estamos na barriga da mãe até os primeiros passos no mundo lá fora.

O espetáculo é uma mistura de teatro e acrobacia, com música feita especialmente para a peça e um cenário de bambus que muda durante a apresentação. As atrizes Erica Stoppel e Luara Bolandini se transformam em duas personagens que se encontram, se estranham e brincam, mostrando como os laços afetivos se formam nos primeiros anos de vida.

  • As apresentações acontecem nos dias 14, 15 e 16 de agosto no Sesc 24 de Maio, com entrada grátis.
  • Depois, a peça segue para o Espaço Chiquita, na Vila Leopoldina, entre 22 e 30 de agosto.
  • O cenário é uma estrutura de bambu em forma de pirâmide que se transforma ao longo da história.
  • A diretora Clarice Cardell é referência internacional em teatro para bebês e já criou 11 espetáculos.
  • No final, o público pode entrar no cenário e interagir com os objetos, tornando a experiência ainda mais especial.

Uma história sem palavras

Em 'Esse-Outro', as atrizes se comunicam por gestos, sons e imagens. Não usam palavras, mas criam uma narrativa que todos entendem, especialmente os pequenos. O texto é uma poesia visual sobre como a gente aprende a se relacionar com o outro, desde o conforto do ventre até a separação que faz parte da vida.

A diretora Clarice Cardell explica: 'A questão do outro, de como a gente se forma a partir do espelho do outro, foi um dos caminhos da pesquisa. É um espetáculo plástico, feito para os bebês, mas também para os adultos que os acompanham. A história fala basicamente desse processo de encontros e desencontros, que é a própria vida.'

O cenário de bambus é uma casa em forma de pirâmide dupla, que se transforma em diferentes paisagens. Isso mostra a passagem do interior para o exterior, refletindo a descoberta do mundo. Os figurinos representam dois seres em formação, sem gênero ou identidade fixa, para que cada um possa se identificar com eles.

Música que embala os sentidos

A trilha sonora original mistura percussões com o corpo, marimba, cello, violão e sons feitos com o bambu. Tudo isso cria uma experiência imersiva que conversa com a escuta e a imaginação dos bebês. A música constrói atmosferas, acompanha as emoções das personagens e usa repetição com variações de um tema central chamado 'Esse-Outro', que lembra a relação entre mãe e filho.

As atrizes contam que buscaram sentimentos verdadeiros na criação do espetáculo. 'No encontro com a Clarice, potencializamos nossa forma de comunicar sem palavras e explorar a dramaticidade no gesto, seja ele teatral ou acrobático. Apostamos em uma linguagem que desacelera o tempo e convida os bebês e os adultos a uma contemplação compartilhada', diz Luara Bolandini.

Referência em teatro para bebês

Clarice Cardell tem mais de 20 anos de pesquisa em arte para a primeira infância. Ela fundou a companhia La Casa Incierta, na Espanha, e é referência internacional no teatro para bebês. De volta ao Brasil, ela dirige o Festival Primeiro Olhar e criou a BebeLume, produtora dedicada a filmes e conteúdos artísticos para os pequenos.

Clarice acredita que fazer teatro para bebês é um ato político. 'É reivindicar o ser humano em outra dimensão, longe do olhar adultocêntrico que acha que a criança é uma página em branco. Temos muito mais a aprender com as crianças do que a ensinar. A arte para a primeira infância reconhece a potência dos bebês como espectadores', finaliza.

O espetáculo tem classificação livre e dura 45 minutos. A sessão do dia 14 de agosto será às 10h e 15h, e nos dias 15 e 16, às 11h. No Espaço Chiquita, as apresentações acontecem aos sábados às 15h e aos domingos às 11h, entre 22 e 30 de agosto. Os ingressos para o Espaço Chiquita custam R$ 40, com valor promocional.