Especialista em diversidade, Maria Paz, autora de 'Refavelar', discute como os preconceitos sobre as favelas limitam a visão sobre cultura, pertencimento e potencial humano. Com 16,4 milhões de pessoas vivendo em comunidades urbanas no Brasil, a obra propõe uma mudança de perspectiva, mostrando as belezas e a inteligência coletiva desses territórios.
O Brasil tem 16,4 milhões de pessoas vivendo em favelas e comunidades urbanas, o equivalente a 8,1% da população, segundo dados do Censo 2022. Isso significa que, se esses territórios formassem um estado, ele seria o terceiro mais populoso do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Mas os brasileiros que habitam esses espaços são frequentemente retratados a partir do estigma da violência, da pobreza e da carência, enquanto aspectos como cultura, inteligência coletiva, empreendedorismo e solidariedade acabam ficando em segundo plano.
- 16,4 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil, quase 10% da população.
- Se as favelas fossem um estado, seria o 3º mais populoso do país.
- A especialista Maria Paz defende que ver só os problemas é uma forma de exclusão.
- O livro 'Refavelar' mostra as belezas e a força das comunidades.
- Estereótipos afetam as oportunidades de trabalho dos moradores.
Para a especialista em responsabilidade social, diversidade e inclusão Maria Paz, olhar para as periferias apenas a partir de seus problemas sociais é uma forma de exclusão, porque reduz as pessoas a uma única narrativa. Também afeta como elas são percebidas, tratadas e incluídas na sociedade e no mercado de trabalho.
Infelizmente, quando se fala em favela, a maioria das pessoas se cerca de preconceitos que ignoram a realidade desse universo, afirma.
No livro Refavelar, a autora une ficção e a própria experiência com projetos sociais justamente para propor uma mudança de perspectiva. A obra mostra as belezas existentes nas comunidades brasileiras por meio da personagem Taís, uma executiva que se perde na fictícia Favela Girassol. Lá, ela começa a enxergar conhecimentos, vínculos, valores e formas de organização coletiva que havia deixado de reconhecer na própria vida.
Com mais de 15 anos de experiência conectando empresas e terceiro setor, formação em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global, além de reconhecimento internacional em diversidade e inclusão, Maria Paz pode contribuir para entrevistas e pautas sobre:
- Como combater a visão estereotipada sobre as favelas sem ignorar os problemas sociais existentes nesses territórios
- O que a convivência com diferentes realidades pode ensinar sobre empatia e relações humanas
- Como os estereótipos sobre as periferias afetam as oportunidades de seus moradores no mercado de trabalho
- O que as empresas podem aprender com as redes de solidariedade, colaboração e inteligência coletiva das periferias
- Por que pertencimento também deve fazer parte das políticas de diversidade e inclusão
- Como empresas podem transformar diversidade e inclusão em práticas que vão além da representatividade
Sobre a autora: Maria Paz, nome literário de Waldiana Maria Paz de Oliveira, nasceu no Ceará e vive em São Paulo. Formada em Comunicação Social, com especialização em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global, atua há mais de 15 anos na área, conectando empresas e terceiro setor. Empresária, palestrante e voluntária, integra o Grupo Mulheres do Brasil, iniciativa liderada por Luiza Helena Trajano, e foi reconhecida internacionalmente por sua atuação em diversidade e inclusão. É autora de Refavelar, romance publicado pela LC Books que questiona os estereótipos associados às periferias brasileiras.

Divulgação | LC Books





