O segundo dia do SP2B São Paulo Beyond Business, realizado no Parque Ibirapuera, trouxe debates sobre inteligência artificial, futuro do trabalho, cultura e liderança, com forte presença feminina e início dos shows gratuitos.
Nesta terça-feira (11), o SP2B São Paulo Beyond Business levou a diferentes equipamentos e áreas abertas do Parque Ibirapuera uma programação simultânea de debates, encontros, experiências e shows. Inteligência artificial, futuro do trabalho, cultura, liderança, empreendedorismo, comportamento, cidades, saúde, marcas e novas tecnologias atravessaram dezenas de conversas ao longo do dia.
- O evento reúne mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo, cerca de dois mil palestrantes e 42 shows gratuitos.
- O LinkedIn projeta que 70% das habilidades exigidas nas vagas atuais mudarão nos próximos cinco anos por causa da IA.
- Maria Rita falou abertamente sobre seu diagnóstico de burnout durante um dos painéis.
- O Prêmio Desbravadores da Inovação homenageou empresas como Nubank, C6 Bank e Hotmart.
- A cerimônia no Hotel Unique também celebrou personalidades que atuaram no combate à pandemia.
Entre os principais destaques internacionais estiveram Sankar Venkatraman, embaixador global do LinkedIn, que discutiu as habilidades exigidas de líderes e organizações na era da inteligência artificial, e Ndidi Oteh, CEO da Accenture Song, que levou ao evento uma discussão sobre a convergência entre criatividade, tecnologia e negócios.
A terça-feira também foi marcada por uma forte presença feminina em diferentes palcos e áreas de conhecimento. Maria Rita, Christiane Pelajo, Maria Prata, Lia Rizzo, Ana Couto, Fabiana Murer, Danielle Marques, Luana Génot, Luísa Sonza, Michelle Schneider, Manu Gavassi, Monique Evelle e Tata Estaniecki estiveram entre os nomes que protagonizaram debates sobre identidade, carreira, mídia, inteligência artificial, cultura, branding, empreendedorismo e liderança.
Quem somos quando o trabalho deixa de nos definir
No palco Bespoke, no Auditório Ibirapuera, a cantora Maria Rita, Ana Maria Diniz, fundadora do Estudio Anacã, e Victor Stirnimann, CEO da Casa O, abriram a programação do dia com "Quem é Você Quando Não Está Trabalhando", uma conversa sobre o espaço ocupado pelo trabalho na construção da identidade, especialmente em uma cidade como São Paulo, onde profissão e cargo frequentemente se confundem com reconhecimento social e pertencimento.
O encontro discutiu os efeitos de uma cultura marcada pela alta performance e a importância de compreender identidade, realização e valor pessoal para além da atividade profissional. Maria Rita compartilhou publicamente ter recebido diagnóstico de burnout e refletiu sobre os limites do próprio corpo em meio à agenda de trabalho.
"Quando a gente tem uma rede social em que a gente acessa a vida das pessoas em tempo real, não tem como isso dar certo. A gente não foi programado para receber essa quantidade de informação", afirmou a cantora.
Ana Maria Diniz falou sobre o processo de reconstruir a própria identidade após deixar o Grupo Pão de Açúcar e fundar novas empresas, entre elas o Estudio Anacã e a Polvo, voltada a energias renováveis. "Eu tinha medo de não ser mais Ana Maria do Pão de Açúcar. Eu não sabia o que eu gostava", disse. "Fui um pouco mais pro meu lado intuitivo do que pro meu lado intelectual de ter que entregar resultado."
Victor Stirnimann trouxe uma leitura mais estrutural: "Nós viramos produtos. Isso tem mil razões. O ser humano vem ao mundo querendo encontrar um pertencimento talvez esse seja o nosso instinto mais primordial". E provocou: "O mercado foi feito pra coisas, não pra pessoas. Como estar nessa situação e não ficar se comparando".
Sankar Venkatraman discute liderança na era da inteligência artificial
Também no Bespoke, Sankar Venkatraman, Global Ambassador do LinkedIn, apresentou "Liderança na Economia da Inovação: Habilidades para a Era da IA", um dos principais destaques internacionais do dia. Venkatraman é embaixador global da LinkedIn Talent Solutions e um dos porta-vozes da empresa em temas ligados ao futuro do trabalho e ao impacto da inteligência artificial nas carreiras.
A conversa colocou em perspectiva os efeitos da inteligência artificial sobre organizações e lideranças e discutiu como empresas e profissionais podem transformar as mudanças provocadas pela tecnologia em desenvolvimento, inovação e novas formas de trabalhar. O encontro abordou tendências mundiais e o cenário brasileiro diante de uma transformação que deve alterar, segundo projeções do LinkedIn, 70% das habilidades exigidas pelas vagas atuais nos próximos cinco anos.
Para Venkatraman, a leitura de que máquinas substituirão humanos ignora a evidência de que competências humanas e habilidades de IA estão crescendo de forma simbiótica. "O que vemos no LinkedIn é que IA e habilidades humanas são muito simbióticas as duas estão em alta", afirmou, defendendo um modelo de "humano + máquina" como base da nova economia. Ele também apontou o Brasil como um dos mercados mais entusiasmados do mundo com o tema: "O otimismo com IA é alto no Brasil".
Mulheres atravessam diferentes temas e palcos da programação
A presença feminina se estendeu por diferentes espaços do SP2B. No Beginning by Aladas, Christiane Pelajo e Lia Rizzo, com mediação de Maria Prata, participaram de "Mulheres no Centro da Narrativa: Jornalismo, Visibilidade e o Poder de Colocar Mulheres em Cena". A conversa discutiu o papel das escolhas editoriais na construção de referências e na ampliação da presença de mulheres no jornalismo, nas telas e no debate público.
No The Human Code, Ana Couto e Fabiana Murer, mediadas por Denise Damiani, colocaram autenticidade, liderança e branding no centro de "Be Curious, Be Bold: Líderes que Transformam Marcas", discutindo como marcas e indivíduos constroem identidade e valor em um cenário no qual tendências e comportamentos mudam cada vez mais rapidamente.
No Beginning, Danielle Marques, pesquisadora de inteligência artificial e fundadora do Do Silêncio ao Silício, apresentou a trajetória que transformou uma experiência pessoal em uma iniciativa voltada a conectar empreendedores a inovação, tecnologia e oportunidades globais. Partindo da infância em Ribeirão Preto até a criação do instituto, ela abordou liderança, diversidade, empreendedorismo e o desafio de ampliar o acesso a espaços de inovação.
"Eu via a porta fechada e ia lá e empurrava pra conseguir entrar", disse. Sobre a decisão de ir ao Vale do Silício, contou: "Se para me tornar especialista em inovação é preciso ir pro Vale do Silício, então eu vou; mas custava 7 vezes o meu salário". E questionou a própria narrativa dominante sobre inovação: "Eu olhava aquelas inovações do Vale do Silício carro autônomo, robô vendedor de fruta e tinha coisa muito mais interessante no meu bairro, que muda a vida das pessoas. Chamam isso de gambiarra, não de inovação".
Ética e inteligência artificial se encontraram no Believe, onde Luana Génot, fundadora e CEO do ID_BR, e Victoria Luz, fundadora da Mind AI, discutiram transparência, vieses algorítmicos, responsabilidade e os limites da automação em "A Ética da IA Aplicada à Prática Empreendedora". Génot já impactou mais de 700 mil colaboradores e 60 mil educadores em programas de letramento racial e inclusão, e é criadora da Deb, primeira IA do mundo dedicada a letramento racial, de gênero e climático. A conversa também colocou em pauta o crescimento acelerado das ferramentas de IA na sustentação de decisões estratégicas, recrutamento e produção de conteúdo.
Luísa Sonza debate cultura e transformação da cidade
A capacidade de grandes eventos culturais de transformar a relação das pessoas com a cidade foi tema do painel "Virada Cultural: Como São Paulo Transformou Cultura em Política de Escala", no Bespoke.
O painel reuniu Luísa Sonza, Fatima Pissarra, CEO da Mynd e da Billboard Brasil, Totó Parente, secretário de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo, e José Mauro Gnaspini, diretor do Centro Cultural São Paulo. A conversa abordou a Virada como uma plataforma de democratização do acesso à cultura, desenvolvimento econômico e aproximação do público com diferentes regiões da cidade, além dos desafios envolvidos na realização de grandes eventos gratuitos em uma metrópole como São Paulo.
Ndidi Oteh aproxima criatividade, inteligência artificial e negócios
Outro destaque internacional desta terça-feira, Ndidi Oteh, CEO da Accenture Song, participou da palestra "Criatividade e IA: O Equilíbrio Improvável que já Gera Bilhões", com mediação de Luana Dandara, do Valor Econômico, no Beyond Brands.
À frente do braço de marketing da Accenture, avaliado em US$ 19 bilhões, Oteh assumiu o cargo em setembro de 2025, sucedendo o publicitário David Droga, e ingressou no Comitê de Gestão Global da consultoria. Antes, comandava as operações da Song nas Américas, com um portfólio de clientes em 13 setores, integrando marketing, comércio, design, produtos digitais e IA generativa. Sob sua liderança, cerca de 30% dos projetos da Song já incorporam IA patamar que ela projeta crescer em uma carteira que inclui mais de 150 empresas do Fortune Global, entre elas HP, Google Cloud e Adobe.
No painel do SP2B, ela discutiu como a inteligência artificial vem alterando processos criativos, estratégias de negócio e a relação das empresas com seus públicos. Para ela, o Brasil e o mundo estão em um momento decisivo de definição do papel da tecnologia: "A IA vai transformar como os negócios funcionam em diversas indústrias". Mas fez uma ressalva importante sobre a forma como o mercado vem tratando a ferramenta: "IA é uma ferramenta, é uma tecnologia e muitas vezes não focamos nos resultados que estamos buscando", afirmou. "Quanto mais cedo tratarmos a IA como um facilitador, mais cedo entenderemos o real poder dela."
A executiva é otimista quanto ao cenário, mas foi crítica quanto à postura de grandes empresas diante da tecnologia. "Elas se movem muito devagar, tentando encontrar a resposta perfeita e sem se arriscar para chegar a um resultado diferente. Esse é o grande erro das empresas hoje", avaliou. Para ela, a nova era exige integração real com o ecossistema: "Tenha certeza de que você está junto dos seus parceiros, para que cresçam juntos". Em um cenário em que criatividade e tecnologia deixam de ocupar campos separados, defendeu que o diferencial competitivo virá de formas diferentes de criatividade e da capacidade de garantir que tudo funcione. "Você tem que ser mais do que relevante, você tem que ter certeza de que tudo funciona, em todas as áreas".
O SP2B olha para a posição do Brasil na corrida tecnológica
A programação do Pacubra levou temas ligados às transformações econômicas, sociais e tecnológicas a diferentes palcos. Em "Brasil na corrida da IA: onde estamos e para onde vamos", no Age of Awareness, Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise para América Latina da NVIDIA, Bruno Ferreira, CTO da C&A, e Carolina Sevciuc, vice-presidente de Estratégia & Transformação da PepsiCo do Brasil, discutiram as vantagens competitivas do país, seus gargalos estruturais e os riscos de dependência tecnológica diante da aceleração global da inteligência artificial.
No mesmo palco, o painel "Sem infraestrutura, não há soberania: o Brasil está pronto para construir sua independência" reuniu Michael Mohallem, Country Manager do Google Cloud, Fábio Cozman, coordenador do C4AI e professor da Escola Politécnica da USP, e Tiago Camargo da InvestSP. A conversa girou em torno de data centers, conectividade, semicondutores, nuvem soberana e capacidade local de processamento como ativos estratégicos de desenvolvimento nacional em um cenário de tensões geopolíticas e busca por autonomia digital. Fábio Cozman avaliou que o país tem capacidade acadêmica e tecnológica, mas enfrenta dificuldades para transformar planos em ações, enquanto Michael Mohallem destacou que a soberania tecnológica envolve decisões sobre acesso a sistemas, localização dos dados e mecanismos de criptografia, além de uma infraestrutura energética capaz de sustentar a expansão da IA.
A regulação foi um dos principais pontos de divergência. Enquanto Cozman defendeu a organização dos dados sem excesso regulatório e Mohallem ressaltou a importância de regras que garantam segurança, Tiago Camargo, da InvestSP, criticou o que considera uma sobrecarga regulatória e chamou atenção para a necessidade de discutir também a soberania regulatória. Os participantes apontaram ainda gargalos de conectividade, energia e tributação e discutiram o potencial brasileiro para avançar em inteligência artificial. Um dos exemplos apresentados foi o uso de IA na medicina para ampliar o acesso de médicos a informações sobre tratamentos, mostrando como a tecnologia pode democratizar conhecimento sem abrir mão da proteção dos dados.
Já em "O Corpo Reabilitado: Tecnologia Como Extensão da Vida", no palco Decoding Life, Pedro Pimenta, CEO e cofundador da Da Vinci Clinic, Natã Vargas, fundador e CEO da LimbX, e Linamara Battistella, médica fisiatra e diretora do Centro Colaborador da OMS para Reabilitação, discutiram como próteses inteligentes, implantes, dispositivos vestíveis e avanços farmacológicos estão redefinindo os limites da reabilitação física e neurológica e até que ponto a tecnologia amplia autonomia e inclusão ou passa a redefinir o que se entende por capacidade, normalidade e qualidade de vida.
Beehive conecta inovação, investimento e futuro do trabalho
No prédio da Bienal, os palcos receberam uma programação voltada a inovação, crescimento, investimentos e desenvolvimento de negócios. Entre os destaques, Michelle Schneider, futurista, autora e professora com passagens por Google, LinkedIn e TikTok, apresentou "O Profissional do Futuro", no Enterprise Stage, discutindo as transformações do trabalho e o papel das habilidades humanas em um mercado cada vez mais atravessado pela inteligência artificial.
O mesmo palco recebeu Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, e Chantal Goldfinger, CMO da goldko, em "Fundar Império x Carregar Legado: Como Unir Experiência e Inovação no Comando", sobre os diferentes desafios de criar um negócio e assumir uma empresa construída por gerações anteriores. Já o Innovation Stage discutiu as oportunidades de investimento na capital paulista em "São Paulo, Cidade dos Investimentos", reunindo representantes do mercado financeiro, de infraestrutura e do poder público.
Manu Gavassi e Monique Evelle discutem autonomia e construção de marca
No fim da tarde, Manu Gavassi, Monique Evelle e Tata Estaniecki, com mediação de Soraia Alves, participaram da conferência "Negócio e Autonomia: Sua Marca Trabalha para Você".
O painel reuniu três nomes que transformaram presença pública em plataformas de negócio: Monique Evelle, CEO da Inventivos e integrante do Shark Tank Brasil; Manu Gavassi, que expandiu sua atuação na música para projetos autorais e criação de conteúdo; e Tata Estaniecki, CEO do Pod Delas, que construiu uma das maiores audiências brasileiras no ambiente digital e ampliou sua atuação empresarial.
A conversa partiu da ideia de que uma marca forte vai além da comunicação e pode influenciar decisões estratégicas, modelos de negócio e a relação de empreendedores e criadores com seus públicos. O debate abordou ainda os desafios de construir relevância sem perder autenticidade e de equilibrar consistência e transformação.
A relação entre marcas, tecnologia e impacto social apareceu em "Conectividade com Propósito: Inovação a Serviço da Inclusão", no Bespoke. O painel reuniu Ane Lopes, diretora de marketing, branding e comunicação da Claro; o ator, humorista e embaixador da marca Paulo Vieira; Tainã Senna, CGO da Final Level; e Luciana Finatti, diretora comercial da Eletromidia, em uma conversa sobre iniciativas como Conecta e Cuida, Favela Gaming e Abrigo Amigo Claro, que usam conectividade, games e tecnologia para ampliar proteção, inclusão, educação digital e oportunidades.
O poder da música e dos grandes eventos na aproximação com o público foi tema de "O Poder da Música (e dos Grandes Eventos) na Conexão com o Público", no Belong LiveX, em 11 de agosto. O painel reuniu Rodrigo Montesano, head de brand experience do Itaú, e Guilherme Bailão, diretor de patrocínios e experiências de marcas do Grupo Heineken, para discutir a ampliação dos territórios de atuação das marcas por meio de cultura, entretenimento e experiências ao vivo.
Música gratuita começa a tomar conta da Marquise
A terça-feira marcou também o início da programação de shows gratuitos do SP2B, que até o fim do evento reunirá 42 apresentações. Nesta terça, oito atrações passaram pelos palcos Beats 1, Beats 2, Beats 3 e Beats by Claro, instalados na Marquise e na praça de alimentação do parque. A programação reuniu Jenni Mosello, Classic Zoom, Baobá, Miranda Kassin, Serial Funkers, IGP Combo, Marcelo Gonçalves e João Sabiá, levando diferentes vertentes da produção musical para as áreas abertas do Ibirapuera.
Os shows gratuitos seguem ao longo da semana e culminam no último fim de semana do evento, quando Criolo convida Ajulliacosta e o BaianaSystem se apresentam na área externa do Auditório Ibirapuera.
Premiações encerram programação paralela no Hotel Unique
Enquanto o Parque Ibirapuera recebeu a programação de conteúdo, música, workshops e experiências do SP2B, o Hotel Unique voltou a sediar nesta terça-feira uma agenda paralela do evento.
Depois do Investor's Day, realizado na segunda-feira, a programação desta terça foi dedicada a segunda edição do Prêmio Desbravadores da Inovação. Em 2025 o grande homenageado da noite foi o engenheiro e fundador da Embraer, Osires Silva. Na edição desse ano, o empresário Robinson Shiba, fundador das redes China in Box e Gendai e conhecido nacionalmente também por sua participação no Shark Tank Brasil, foi o grande homenageado da noite.
A trajetória do empreendedor ganhou um novo capítulo após o grave acidente de moto sofrido em 2019, que exigiu um longo processo de reabilitação. Em seu retorno à vida pública, Shiba passou a utilizar recursos de inteligência artificial assistiva, inclusive para reproduzir sua voz original.
Na sequência foram entregues os Prêmios de Heróis e Heroínas da Covid a dez personalidades, entre médicos, pesquisadores, empreendedores, empresários, líderes comunitários, filantropos e professores que tiveram atuação de destaque durante a pandemia.
Foram homenageados Jean Gorinchteyn, Jacques Sztajnbok, Eduardo Mufarej, Rosana Richtmann, Celso Athayde, André Szajman, Luiza Trajano, Sérgio Shimura, Ester Sabino e Marcus Moreira, em reconhecimento a atuações em áreas como saúde pública, atendimento hospitalar, ciência, combate à desinformação, apoio a pequenos negócios, mobilização social, desenvolvimento de equipamentos médicos e iniciativas de triagem e orientação durante a crise sanitária.
A segunda parte da noite foi dedicada ao Prêmio Desbravadores da Inovação, que reconheceu empresas e organizações que ajudaram a construir o Brasil digital entre 2010 e 2020, década marcada pela consolidação do venture capital no país, pelo crescimento das fintechs, dos marketplaces e dos primeiros unicórnios brasileiros.
Na categoria Software, foram homenageadas Omie, RD Station e Asaas. Em Fintech, os reconhecimentos foram para C6 Bank, Mercado Bitcoin e Nubank. Entre os Fomentadores do Ecossistema, os homenageados foram Distrito e Cubo Itaú. Na categoria Investidores, receberam o prêmio Domo Invest, Spectra Investments, Bossa Invest e Kaszek. Já em E-service e E-commerce, foram reconhecidas Wellhub, Loggi, Quinto Andar e Hotmart.
A noite também teve uma conversa sobre geopolítica com Bjorn Beam, ex-integrante da comunidade de inteligência americana e atual head de tecnologia e geopolítica da Arcano Partners, em painel mediado por Flávio Pestana, da Odgers.
O SP2B São Paulo Beyond Business segue até 16 de agosto no Parque Ibirapuera, com mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo, cerca de dois mil palestrantes e uma programação distribuída por mais de 20 palcos, além de shows e outras iniciativas gratuitas abertas ao público.

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