11 de agosto de 2026

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Credenciais móveis avançam como pilar da segurança bancária

Geral Segurança 11/08/2026 20:03 Ricardo Vernizzi, Regional Product Marketing Director na HID para Emerging Markets

Com a digitalização, os bancos enfrentam ameaças cada vez mais sofisticadas. Um novo estudo global revela que as credenciais móveis viraram prioridade para blindar acessos físicos e digitais. Saiba como os smartphones estão substituindo crachás e elevando a segurança em grandes instituições financeiras.

À medida que os serviços financeiros avançam na digitalização, o ambiente de ameaças acompanha esse ritmo. Fraudes tornam-se mais sofisticadas justamente porque os canais se multiplicam, os dados circulam com maior velocidade e as superfícies de ataque se expandem. A resposta regulatória é, em grande parte, consequência direta desse movimento: o setor bancário opera sob uma das estruturas normativas mais exigentes do mercado, precisamente porque os riscos são reais e as consequências, sistêmicas. Nesse ciclo, os bancos buscam tecnologias que consigam acompanhar a velocidade da transformação sem abrir mão do controle. É sob este cenário que os bancos vêm ampliando os investimentos em tecnologias capazes de fortalecer a gestão de identidades e do controle de acesso físico e lógico. Nesse contexto, as credenciais móveis deixaram de ser uma inovação complementar para se tornar um componente estratégico da segurança bancária.

Os smartphones já fazem parte da rotina operacional de colaboradores, executivos e prestadores de serviços. Agora, passam também a desempenhar um papel central na proteção do acesso a agências, escritórios administrativos, data centers, áreas restritas e sistemas críticos.

  • O que são credenciais móveis São sistemas que usam o celular como um identificador digital no lugar de crachás físicos, para liberar acessos e validar identidades.
  • Por que são mais seguras Porque combinam criptografia e autenticação multifatorial, dificultando que criminosos usem uma identificação roubada.
  • O que o estudo revela 74% das empresas já usam ou planejam usar credenciais móveis; 36% já implementaram a tecnologia no dia a dia.
  • Como é a implementação Em 84% das empresas, o uso é híbrido: cartões continuam existindo junto com o celular, para adaptação gradual.
  • Quais as principais vantagens Mais segurança, menos gasto com cartões, controle remoto de acessos e maior integração entre sistemas.

De acordo com o relatório Estado da Segurança e da Identidade 2026 da HID, uma pesquisa global com mais de 1.500 participantes do setor, incluindo usuários finais, instaladores, integradores e fabricantes, 74% das organizações já estão envolvidas com a tecnologia, 36% já implementaram credenciais móveis, enquanto 38% estão planejando ativamente fazê-lo.

Embora a experiência do usuário continue sendo um fator importante, a principal motivação para adoção está relacionada ao fortalecimento exponencial da segurança. Isso acontece porque as credenciais móveis utilizam recursos avançados de autenticação e criptografia, reduzindo riscos associados a cartões perdidos, compartilhamento indevido de credenciais e senhas vulneráveis. Em ambientes bancários, onde a proteção de ativos físicos e digitais é crítica, a autenticação multifatorial ganha ainda mais relevância ao combinar o dispositivo móvel com biometria ou PINs de segurança.

Outro diferencial importante está na capacidade de gerenciar credenciais em tempo real. Equipes de segurança podem emitir, atualizar ou revogar acessos remotamente, sem depender da impressão e substituição de cartões físicos. Para instituições financeiras com operações distribuídas, grande volume de colaboradores e presença nacional, isso representa ganhos relevantes de eficiência operacional, agilidade e conformidade.

A credencial móvel também se consolida como um elemento central da convergência entre segurança física e digital. Em vez de administrar sistemas isolados, bancos passam a trabalhar com uma identidade única capaz de autenticar o colaborador para acessar tanto ambientes físicos quanto aplicações corporativas, redes internas e plataformas em nuvem. Essa integração reduz a complexidade administrativa e minimiza lacunas de segurança geradas pela fragmentação da gestão de identidades.

O estudo da HID mostra ainda que 73% dos entrevistados identificam o gerenciamento de identidades como uma prioridade estratégica, enquanto 60% planejam ampliar investimentos nessa área. Esse movimento reflete uma necessidade crescente das instituições financeiras de consolidar políticas de acesso, aumentar a visibilidade sobre permissões e melhorar os processos de auditoria e compliance.

Ao mesmo tempo, a adoção das credenciais móveis ocorre de forma gradual. Entre as organizações que já implementaram a tecnologia, 84% utilizam modelos híbridos, combinando credenciais físicas e digitais. No setor bancário, essa abordagem é especialmente relevante para atender diferentes perfis de usuários, desde funcionários administrativos até equipes terceirizadas, prestadores de serviço, clientes e visitantes.

Além disso, determinados ambientes ainda exigem identificação física visível ou processos específicos de conformidade. Soma-se a isso a potencial sinergia com iniciativas de biometria em ampla adoção e a expansão de casos de uso no sistema financeiro. Por isso, a tendência de curto e médio prazo não é a substituição completa dos cartões, mas sim a construção de ecossistemas mais flexíveis, integrados e complementares.

Para uma implementação bem-sucedida, três fatores se destacam: a preparação da infraestrutura tecnológica, a condução de uma transição gradual entre cartões e credenciais móveis e o alinhamento entre áreas como TI, segurança, facilities, compliance e recursos humanos.

À medida que bancos e instituições financeiras aceleram suas estratégias de transformação digital, as credenciais móveis tendem a assumir um papel cada vez mais relevante na unificação da segurança física e lógica. Mais do que substituir cartões, elas representam uma evolução na forma como o setor financeiro protege identidades, controla acessos e reduz riscos em um ambiente cada vez mais conectado, distribuído e regulado.