Próteses 30% mais leves e uma malha biológica que age como um sutiã interno estão transformando a reconstrução das mamas. Essas inovações reduzem a flacidez, dão mais sustentação e garantem resultados que duram mais, beneficiando mulheres que passaram por mastectomia e também as que buscam cirurgia plástica estética.
Próteses 30% mais leves e uma malha biológica que funciona como um sutiã interno estão mudando o padrão das reconstruções mamárias e cirurgias plásticas estéticas, reduzindo o risco de flacidez e perda de sustentação.
A reconstrução da mama deixou de ser apenas uma etapa estética do tratamento do câncer para entrar em uma nova era da cirurgia reconstrutiva. Tecnologias capazes de oferecer mais sustentação aos tecidos, reduzir o peso das próteses e preservar os resultados por muitos anos começam a mudar a prática dos cirurgiões plásticos e a qualidade de vida de milhares de mulheres.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama continua sendo o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras. O país deve registrar 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028, o que equivale a 51,57 casos para cada 100 mil mulheres. Para muitas pacientes que passam pela mastectomia, a reconstrução é um passo fundamental na recuperação da autoestima, da imagem corporal e do bem-estar.
Resumo da Notícia
- A nova malha biológica GalaFLEX age como um sutiã interno, reforçando os tecidos por cerca de dois anos e estimulando a produção de colágeno.
- A prótese B-Lite é 30% mais leve que as tradicionais, reduzindo a pressão sobre a pele e os ligamentos da mama.
- Essas tecnologias são recomendadas principalmente para reconstrução após câncer de mama, flacidez, revisões cirúrgicas e implantes maiores.
- O médico Ricardo Cavalcanti, professor e presidente do Instituto Carlos Chagas, destaca que o objetivo é devolver qualidade de vida e segurança à paciente.
- A cirurgia reconstrutiva moderna busca resultados duráveis e confortáveis, indo além do aspecto estético.
O cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, professor e chefe do serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva do hospital universitário dos servidores do estado (UNIRIO) e presidente do Instituto Carlos Chagas, destaca que as novas tecnologias podem beneficiar pacientes oncológicas e também as que optaram pela cirurgia plástica mamária estética e funcional.
Entre as principais inovações estão o GalaFLEX, uma malha biológica que atua como um verdadeiro sutiã interno, reforçando os tecidos mamários, e a prótese B-Lite, cerca de 30% mais leve do que os implantes convencionais. A combinação das duas tecnologias reduz a tensão sobre a pele, melhora a sustentação das mamas e aumenta a estabilidade dos resultados ao longo do tempo.
O grande desafio da reconstrução mamária nunca foi apenas devolver o volume da mama, mas garantir que esse resultado permaneça bonito, seguro e estável durante muitos anos. Hoje conseguimos oferecer mais conforto, menor sobrecarga sobre os tecidos e resultados mais duradouros, afirma o especialista.
O GalaFLEX é produzido com um biomaterial totalmente absorvível que reforça internamente os tecidos da mama durante aproximadamente dois anos. Nesse período, estimula a formação de colágeno e cria uma sustentação biológica permanente, especialmente importante em mulheres que perderam tecido mamário após a mastectomia, apresentam flacidez importante ou já passaram por outras cirurgias. Também é recomendado para uso em cirurgias plásticas estéticas da mama.
Já a tecnologia B-Lite reduz significativamente o peso do implante sem alterar seu volume ou formato. O menor peso diminui a força exercida sobre a pele e os ligamentos da mama, reduzindo a tendência de queda ao longo do tempo e proporcionando maior conforto para as pacientes.
Embora ainda sejam consideradas tecnologias premium no Brasil, elas já vêm sendo indicadas principalmente em reconstruções após o câncer de mama, mastopexias com próteses, revisões cirúrgicas, casos de pele muito fina ou flácida e pacientes que necessitam de implantes maiores.
Para o Dr. Ricardo Cavalcanti, o avanço da cirurgia plástica reconstrutiva caminha para procedimentos cada vez mais personalizados, com melhores resultados e maior durabilidade.
Hoje a cirurgia reconstrutiva não busca apenas reconstruir uma mama. Ela procura devolver qualidade de vida, confiança e segurança para que a paciente possa seguir sua vida com conforto e resultados mais duradouros. A tecnologia tornou isso possível.
Sobre o especialista
Dr. Ricardo Cavalcanti é cirurgião plástico, professor universitário e referência brasileira em cirurgia estética e reconstrutiva da mama. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, coordena o Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva da UNIRIO, preside o Instituto Carlos Chagas, especializado em pós-graduação de médicos, e integra entidades internacionais como ISAPS - International Society of Aesthetic Plastic Surgery e ASPS - American Society of Plastic Surgeons, com mais de 30 anos de atuação.
Índia é o berço da cirurgia plástica
O cirurgião plástico brasileiro Dr. Ricardo Cavalcanti foi convidado pela Indian Association of Aesthetic Plastic Surgeons (AAPS) para integrar o corpo de palestrantes internacionais do AESURG 2027 Annual Conference of Aesthetic Plastic Surgeons, que será realizado de 22 a 26 de janeiro de 2027, em Hyderabad, na Índia.
A participação ganha significado histórico especial por acontecer na Índia, considerada um dos berços da cirurgia plástica e reconstrutiva. Por volta de 600 a.C., o médico e cirurgião indiano Sushruta descreveu no Sushruta Samhita técnicas de reconstrução nasal por meio de retalhos de tecido, além de instrumentos e princípios cirúrgicos. Por suas contribuições pioneiras, Sushruta é reconhecido internacionalmente como um dos fundadores da cirurgia e como o pai da cirurgia plástica. Técnicas derivadas do chamado método indiano de reconstrução nasal atravessaram os séculos e influenciaram o desenvolvimento da cirurgia plástica moderna.
O convite para o AESURG 2027 amplia a presença internacional de Ricardo Cavalcanti e estabelece conexão entre as novas tecnologias da cirurgia plástica contemporânea e um país que ocupa um lugar fundamental na própria história da especialidade.

Matsuda Press (Ajustada por IA)


