11 de agosto de 2026

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Dez casas de apostas que saíram do Brasil após a regulação

Geral Regulação 11/08/2026 10:43 Amanda Jansson - Assessoria de Imprensa do Aposta Legal

Levantamento do Aposta Legal destaca marcas conhecidas que desistiram do mercado brasileiro diante das novas regras.

Durante anos, entrar no mercado brasileiro de apostas exigia pouco mais do que um site em português, meios de pagamento locais e investimento em publicidade. A regulação, vigente desde janeiro de 2025, mudou essa conta.

Hoje, uma empresa que quer atuar no setor de apostas brasileiro precisa pagar R$ 30 milhões por uma autorização federal válida por cinco anos, manter sede e administração no país, ter um sócio brasileiro com pelo menos 20% do capital social, certificar seus sistemas e cumprir regras de identificação, pagamentos, publicidade e jogo responsável.

  • Novas regras: As empresas precisam de autorização federal, que custa R$ 30 milhões a cada cinco anos.
  • Exigências locais: É obrigatório ter sede no Brasil e um sócio brasileiro com pelo menos 20% do capital.
  • Certificação: Os sistemas de apostas precisam ser certificados e seguir regras de segurança.
  • Jogo responsável: As empresas devem adotar medidas para prevenir o vício em jogos.
  • Saídas: Marcas famosas como Betway, Dafabet e Parimatch deixaram o país ou foram absorvidas.

A lista federal atual reúne 188 marcas legais, distribuídas entre 82 empresas e 85 autorizações: são 185 domínios .bet.br ativos e três marcas ainda com domínio a definir. Em 2025, primeiro ano do mercado regulado, eram 79 empresas e 183 marcas. O total mal se mexeu: o que mudou foi quem está nele.

Levantamento do Aposta Legal, com base em comunicados das empresas, notícias da época e na lista federal atualizada em 28 de julho de 2026, identificou dez marcas conhecidas que ficaram pelo caminho.

Nem todas quebraram. Algumas desistiram, outras foram vendidas e houve também quem pedisse autorização, mas não chegasse ao mercado definitivo.

O que motivou as saídas

A regulação não produziu um único tipo de saída: Betway, Dafabet, AmuletoBet, Arena Esportiva e Vera&John encerraram suas operações durante a transição.

Parimatch e Pagbet foram absorvidas por marcas que permaneceram no mercado.

Betmotion chegou a solicitar autorização, mas não avançou até a lista definitiva. Bodog e Betsat, por sua vez, ficaram fora do mercado federal.

O principal filtro foi econômico e estrutural. Além dos R$ 30 milhões de outorga, as empresas passaram a arcar com certificação de sistemas, equipe local, sócio brasileiro no capital, controles contra lavagem de dinheiro, reconhecimento dos apostadores, armazenamento de dados e uma carga tributária inexistente no modelo anterior.

O mercado brasileiro continuou grande. O espaço para operar de forma improvisada, porém, ficou menor.

A regulação não eliminou as bets, mas mudou quais empresas tinham dinheiro, estrutura e interesse para continuar no jogo.