Dayane Amorim, de 37 anos, superou o medo de água e se tornou salva-vidas no CEU Silvio Santos, em São Paulo. A atividade gratuita no centro educacional transformou sua saúde e abriu portas para uma nova profissão.
Uma atividade gratuita de natação no Centro Educacional Unificado (CEU) Silvio Santos, na zona sul de São Paulo, mudou a trajetória de Dayane Amorim, 37 anos. O que começou como uma busca por mais saúde se transformou em uma nova profissão.
- Dayane era manicure e esteticista e não sabia nadar.
- As aulas de natação no CEU são gratuitas para a comunidade.
- Ela superou o medo da água e aprendeu a nadar.
- Hoje, trabalha como salva-vidas no mesmo CEU onde aprendeu.
- O esporte também incentivou sua mãe a praticar hidroginástica.
Manicure e esteticista, Dayane conciliou o trabalho com a criação do filho e, em 2023, durante a gravidez de gêmeos, passou a enfrentar problemas de saúde relacionados ao sedentarismo. Posteriormente, foi diagnosticada com síndrome do túnel do carpo, condição causada pela compressão de um nervo no punho e que pode provocar dor, formigamento e fraqueza nas mãos.
Determinada a mudar os hábitos, ela se inscreveu nas aulas de natação do CEU, mesmo sem saber nadar e com medo da água. Mesmo carregando um medo intenso da água e sem nunca ter praticado o esporte, decidi me inscrever. As primeiras aulas foram marcadas pelo receio, mal conseguia soltar a borda da piscina, relembra.
Com o apoio do professor Marcos e do salva-vidas Pacheco, Dayane ganhou confiança, passou a treinar e adotou novos hábitos. Além de aprender a nadar, passou a cuidar da alimentação, intensificou os treinos e decidiu seguir profissionalmente na área aquática.
Em dezembro de 2025, iniciei a formação para atuar como salva-vidas. Pouco tempo depois, surgiu uma oportunidade no próprio CEU Silvio Santos, onde havia aprendido a nadar. Hoje, integro a equipe da unidade, destaca a profissional. Para ela, o esporte representa uma ferramenta de transformação social capaz de promover saúde, qualidade de vida e autoestima.
Impacto na família
Essa mudança também impactou sua família. A mãe de Dayane passou a frequentar atividades de hidroginástica e academia no próprio CEU, adotando um estilo de vida mais ativo e saudável.
Agora, pretendo iniciar a graduação em Educação Física e continuar incentivando outras pessoas a descobrirem os benefícios da prática esportiva, conclui.
Sua trajetória reforça o papel dos Centros Educacionais Unificados como espaços públicos de acesso gratuito à cultura, ao esporte e ao lazer, oferecendo oportunidades que vão além da prática de atividades físicas e podem transformar vidas, fortalecer vínculos comunitários e abrir novos caminhos profissionais.

Divulgação: SME


