O Brasil avançou da 18ª para a 12ª posição no ranking global de estudos clínicos com seres humanos, graças ao novo marco regulatório. Saiba como isso pode atrair investimentos, gerar empregos e melhorar o acesso a tratamentos no SUS.
Uma pesquisa publicada pela Interfarma revela que o Brasil subiu da 18ª para a 12ª posição no ranking global de estudos clínicos iniciados. Esse avanço impressiona: o país levou cinco anos para subir três posições entre 2020 e 2025, mas agora conseguiu avançar cinco posições em apenas três meses, chegando a 51 estudos registrados e 2,9% de participação no primeiro trimestre de 2026.
- O Brasil agora ocupa a 12ª posição no ranking mundial de estudos clínicos
- O novo marco regulatório é o principal motivo do salto
- Mais de 40 mil pessoas participam de estudos clínicos no país por ano
- A meta é entrar no Top 10 do ranking nos próximos anos
- Isso pode reduzir filas do SUS e atrair mais investimentos
O principal motivo para esse salto é a chegada do marco regulatório da pesquisa clínica, que foi regulamentado pelo Decreto nº 12.651/2025, em outubro do ano passado. Segundo Fernando de Rezende Francisco, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO), o trabalho conjunto entre o Ministério da Saúde e a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP) foi fundamental para esse avanço.
O que mudou com a nova lei
Antes da lei, as regras estavam em resoluções e não em uma lei específica, o que gerava insegurança jurídica e atrasos. Agora, com uma política de estado e um colegiado técnico cuidando da regulamentação, há mais previsibilidade e segurança para pesquisadores, patrocinadores e participantes. Isso também ajudou a reduzir o tempo de avaliação ética dos estudos e eliminar pendências regulatórias na Anvisa.
Os benefícios vão além da saúde. A pesquisa clínica pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ampliar opções de tratamento, gerar empregos, impulsionar a economia e reduzir as filas do SUS. Atualmente, mais de 40 mil pessoas participam de ensaios clínicos no Brasil, e esse número pode dobrar se os investimentos continuarem crescendo.
O Ministério da Saúde tem investido de forma consistente nesse setor, reconhecendo os benefícios econômicos, sociais e de inovação. A expectativa é que o Brasil entre no Top 10 do ranking mundial. "O país possui cientistas competentes, ampla diversidade genética e agora regras mais claras. Isso pode atrair mais investimentos e mudar a vida de pacientes que veem nos estudos clínicos uma esperança", finaliza Francisco.
Sobre a ABRACRO
A Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica atua desde 2005 para melhorar os processos do setor. Ela representa as ORPCs e é fonte de consulta para órgãos reguladores antes da publicação de novas normas. A entidade também realiza eventos para aproximar pacientes e o público leigo dos profissionais da área.

Foto: Notícia Expressa


