O ciclone bomba que atingiu o Brasil nesta semana provocou um tornado no Rio Grande do Sul, suspendeu aulas em cidades do Rio de Janeiro e do litoral de São Paulo, e deixou diversos estados em alerta para ventos de até 110 km/h.
A formação e o avanço de um ciclone bomba no Sul do Brasil já provocou uma série de eventos climáticos severos em diversos estados do país.
O fenômeno, que teve início nesta quinta-feira (6), resultou na passagem de um tornado no Rio Grande do Sul, queda de granizo, suspensão de aulas em cidades do litoral de São Paulo e no Rio de Janeiro, além de novos alertas.
- Um tornado atingiu as cidades de Pedro Osório e Pelotas, no Rio Grande do Sul.
- Aulas foram suspensas em todo o estado do Rio de Janeiro e em cidades do litoral de São Paulo.
- Ventos podem ultrapassar 110 km/h no litoral paulista e fluminense.
- O ciclone bomba é um fenômeno que se intensifica muito rapidamente.
- Uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas no Sul, Centro-Oeste e Sudeste nos próximos dias.
Tornado no RS
No primeiro dia de ciclone, um tornado atingiu a região entre os municípios de Pedro Osório e Pelotas, ambos no Rio Grande do Sul. O tornado, associado a uma supercélula gerada pelo ciclone bomba, causou destelhamentos, queda de árvores e falta de energia elétrica em diversas localidades.
Além disso, a Defesa Civil do estado reportou danos significativos como alagamentos e estragos em residências e escolas nas cidades de Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí.
A chegada do sistema também provocou chuvas de granizo em regiões como Fazenda Vila Nova e Bom Retiro. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém o estado em "alerta de perigo" devido ao risco de novos temporais e ventos intensos que podem superar os 90 km/h até sábado, quando o fenômeno deve atingir o ápice.
Aulas suspensas no Sudeste
O impacto do ciclone bomba se estende ao Sudeste, onde a impulsão de frentes frias gera ventanias severas. No Rio de Janeiro, a prefeitura e o governo estadual suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira (7) devido à previsão de rajadas que podem ultrapassar 90 km/h.
A UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) também interrompeu as atividades presenciais em todos os seus campus.
A capital fluminense entrou em Estágio 2 de risco. Por conta disso, a Defesa Civil emitiu alertas via celular e recomendou que a população evite deslocamentos e busque locais seguros.
No litoral de São Paulo, as prefeituras de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga e Itanhaém determinaram a suspensão das aulas na rede municipal nesta sexta como medida preventiva após alertas para rajadas de ventos acima de 60 km/h.
A previsão para o litoral paulista e fluminense indica que os ventos podem variar entre 90 e 110 km/h durante o dia.
O que é o ciclone bomba
O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.
Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.
Pós-ciclone
Após a passagem do sistema e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.
As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustes conforme o fenômeno evolui.

Ciclone bomba causou estragos pela Região Sul do Brasil nesta quinta-feira (6) - Reprodução/@rdindependente e Wikimedia commons








