06 de agosto de 2026

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Uso excessivo de celular e redes sociais atrapalha os estudos

Geral Educação 06/08/2026 14:50 Mem Comunicação - Colégio Integrado de Campo Mourão (PR)

Relatórios da Unesco e do PISA mostram que o excesso de telas diminui a atenção, atrapalha o sono e aumenta a ansiedade, levando a notas mais baixas em matérias como matemática e leitura. Especialistas recomendam limitar o uso de aparelhos e incentivar atividades no mundo real.

O uso excessivo de telas e redes sociais prejudica o aprendizado e o rendimento escolar em crianças e adolescentes. A informação consta em um relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com base em dados do relatório PISA 2022, alerta que a distração e a substituição de atividades cognitivas são agravadas pelo imediatismo dos conteúdos rápidos. Com isso, os estudantes tendem a apresentar notas significativamente menores em disciplinas fundamentais como matemática, leitura e ciências.

  • O relatório da Unesco aponta que o uso excessivo de telas está ligado a pior desempenho escolar.
  • O PISA 2022 mostrou que a distração causada por celulares reduz a capacidade de concentração.
  • Especialistas explicam que vídeos curtos geram uma 'metralhadora de estímulos' que vicia o cérebro.
  • A privação do sono causada pelo uso noturno de aparelhos também atrapalha os estudos.
  • Escolas e famílias podem ajudar criando regras para diminuir o tempo de tela.

Esses diagnósticos refletem uma realidade. O excesso de tempo nos dispositivos digitais tem provocado reflexos diretos na rotina da sala de aula, manifestados por meio do déficit de atenção, privação do sono e aumento da ansiedade entre estudantes, explica Ana Paula Previate, diretora do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Linguística.

A mecânica do tédio digital

A especialista ressalta que o formato atual das mídias sociais, estruturado em vídeos de poucos segundos e rolagem infinita, opera como uma verdadeira metralhadora de estímulos para os jovens. Essa enxurrada constante de notificações e vídeos curtos reduz a capacidade do cérebro de manter o foco em tarefas mais longas e complexas, como a leitura de um livro ou a resolução de problemas matemáticos.

Como o cérebro dos adolescentes está em fase de desenvolvimento, especialmente o córtex pré-frontal, área ligada ao controle de impulsos, ele acaba condicionado aos picos rápidos de dopamina obtidos por meio de curtidas e interações virtuais, diz Ana Paula.

Quando esse jovem precisa ler um texto longo ou resolver um problema matemático complexo, o cérebro dele sente tédio rapidamente, porque não há a recompensa imediata à qual foi acostumado, complementa.

Para facilitar o entendimento sobre os principais impactos do excesso de telas para crianças e adolescentes, a especialista cita três pontos críticos:

1. Déficit de atenção: Os alunos se tornam mais imediatistas e têm dificuldade em manter o foco em atividades que exigem esforço prolongado.

2. Privação do sono: O uso de dispositivos até altas horas afeta o ciclo circadiano, resultando em estudantes sonolentos, cansados e com menor capacidade de retenção de conteúdo no dia seguinte.

3. Ansiedade: A busca por validação social (curtidas e comentários) gera picos de neurotransmissores que tornam a rotina da sala de aula menos atraente, elevando os níveis de ansiedade.

Ferramenta versus distração

Para enfrentar esse cenário, o Colégio Integrado traça uma linha divisória clara entre a tecnologia como aliada pedagógica e o aparelho eletrônico como elemento de dispersão sistemática.

A estratégia adotada evita a proibição isolada e aposta na educação digital direcionada. Enquanto ferramentas de pesquisa guiada e plataformas de gamificação são incentivadas em aula para estimular o raciocínio, o uso de celulares em momentos não pedagógicos passa por regras rígidas e debates conscientes.

Explicamos aos estudantes a engenharia por trás dos algoritmos das redes sociais, que são feitos especificamente para prender a atenção deles, destaca a gestora. O objetivo do projeto de orientação educacional é fazer com que as turmas entendam de forma crítica que o hábito de checar mensagens e jogos durante o período de estudos fragmenta a absorção do conhecimento.

Valorizamos o esporte, a leitura de livros físicos, a arte e a convivência face a face e mostramos que o mundo real oferece conexões tão ou mais ricas que o virtual, enfatiza a diretora.

Parceria com as famílias

O enfrentamento da questão, contudo, ultrapassa os muros da escola. Diante de uma crise de atenção que atinge proporções globais, a cooperação com os lares se mostra indispensável para o sucesso das ações. A recomendação da especialista inclui o estabelecimento de acordos domésticos e a criação de momentos totalmente desconectados, como durante as refeições e nas horas que antecedem o sono.

Quando a escola e a família se unem para dizer 'menos telas, mais aprendizado', não estamos tirando a diversão do estudante. Estamos devolvendo a ele a capacidade de pensar por si mesmo, de se concentrar e de desenvolver plenamente suas habilidades socioemocionais e cognitivas, conclui a diretora do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR), Ana Paula Previate.

Sobre o Colégio Integrado

Fundado em 1986, o Colégio Integrado atua nos segmentos de berçário, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e pré-vestibular, proporcionando um aprendizado dinâmico, repleto de experiências hands-on e projetos de aprendizagem inovadores com valores para transformar o indivíduo e a sociedade.

O Colégio Integrado vem inovando e se renovando, buscando sempre oferecer aos seus estudantes o que há de melhor no segmento educacional. E foi com esse pensamento que em 2022, passou a posicionar-se como um Ecossistema de Formação, isto é, um conjunto completo e integrado de serviços e soluções educacionais.

Desde 2026, o Colégio Integrado adota o Currículo Be; um programa de educação bilíngue da Educação Infantil (G3) ao Ensino Fundamental (9º ano) que auxilia os estudantes a se tornarem fluentes em duas línguas de maneira natural, orgânica e consistente por meio de experimentos práticos e da vivência escolar diária, em vez de ter o ensino do inglês de maneira isolada.

O Colégio Integrado é a primeira e única instituição de Campo Mourão e região a utilizar esse modelo de ensino.