06 de agosto de 2026

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Copa de 2027 promete turbinar o futebol feminino

Geral Copa 06/08/2026 13:23 Carolina Lara, Assessoria Talento

A Copa do Mundo Feminina de 2027 deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia do Brasil. Especialistas afirmam que os clubes precisam de projetos bem organizados para aproveitar essa chance.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será um marco para o Brasil. O evento deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia, aumentar o PIB em R$ 3,8 bilhões e criar 73,7 mil empregos, segundo um estudo da FGV a pedido da Embratur. Essa será a primeira vez que o torneio será realizado na América do Sul, e a expectativa é que isso aumente o interesse das empresas pelo futebol feminino.

Mas o caminho não é simples. Para aproveitar essa onda, clubes e projetos esportivos precisam apresentar ideias bem estruturadas, com metas claras e boa gestão. A advogada Rafaella Krasinski, especialista em direito empresarial, explica: O futebol feminino agora tem apelo esportivo, social e comercial, mas as empresas só investem em projetos com objetivos definidos e resultados comprovados.

  • A Copa de 2027 será a primeira na América do Sul, e o Brasil será o anfitrião.
  • O evento pode gerar R$ 8,8 bilhões em receita para a economia brasileira.
  • Segundo a Deloitte, as 15 maiores equipes femininas do mundo faturaram 158 milhões em 2024/2025, um aumento de 35%.
  • O Arsenal lidera o ranking global de receita, com 25,6 milhões.
  • A nova Lei Complementar 222, de 2025, trouxe regras mais rígidas para projetos esportivos com incentivo fiscal.

Futebol feminino vira negócio lucrativo

O dinheiro já está circulando. O relatório da Deloitte mostra que os clubes femininos estão ganhando cada vez mais com patrocínio e contratos com marcas. No total, 72% da receita vem de acordos comerciais. Arsenal, Chelsea e Barcelona são os três primeiros colocados, com 25,6 milhões, 25,4 milhões e 22 milhões, respectivamente.

Krasinski destaca: A visibilidade atrai empresas, mas elas estão mais exigentes. Quem não mostrar onde vai aplicar o dinheiro e quais metas vai cumprir, fica para trás.

Projetos incentivados: uma disputa acirrada

No Brasil, as entidades podem pedir recursos por meio de leis de incentivo fiscal. Mas só a aprovação não basta. É preciso captar o dinheiro, executar o projeto, acompanhar tudo e prestar contas.

Muitos projetos perdem pontos porque tratam a captação como algo isolado, sem ligação com a gestão e o planejamento de longo prazo. A empresa que investe quer saber quem será beneficiado, como o projeto será tocado e qual o impacto na marca, explica a advogada.

Lei Complementar 222 traz mais responsabilidade

Essa lei, sancionada em novembro de 2025, transformou o incentivo fiscal ao esporte em política permanente. Ela reforça a transparência e a prestação de contas. O incentivo não é só uma forma de captar dinheiro. Está ligado a uma política pública e exige planejamento e responsabilidade, afirma Krasinski.

Como transformar a Copa em legado

A Copa pode ajudar a criar novos times, fortalecer as categorias de base e atrair patrocinadores. O grande desafio é garantir que o investimento continue depois do evento. Um bom projeto mostra que a contribuição não acaba no fim de uma temporada. O patrocinador precisa ver potencial de crescimento e impacto real, conclui a especialista.

Para saber mais sobre Rafaella Krasinski e a Assessoria Talento, acesse o Instagram ou o LinkedIn. A empresa atua em todo o país, ajudando a estruturar projetos esportivos com incentivo fiscal.