A ginecologista Dra. Camila Bolonhezi explica que conhecer a própria fertilidade ajuda mulheres a fazerem escolhas conscientes sobre a maternidade e a saúde reprodutiva.
Por muitos anos, falar sobre fertilidade feminina esteve diretamente ligado ao desejo de engravidar. Hoje, esse assunto começa a ganhar um novo significado: o de conhecer o próprio corpo, acompanhar a saúde reprodutiva e ter mais clareza sobre as possibilidades para o futuro.
Para a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi, entender a fertilidade não deve ser visto como uma pressão para que a mulher decida se quer ou não ser mãe, mas como uma ferramenta de autonomia.
- A fertilidade é parte da saúde da mulher e pode ser monitorada ao longo da vida.
- Fatores como idade, hormônios, condições ginecológicas e estilo de vida influenciam a fertilidade.
- Informação não pressiona, mas ajuda na tomada de decisões conscientes.
- O acompanhamento médico é essencial para uma avaliação personalizada.
- Conhecer o próprio corpo amplia as possibilidades para o futuro.
Conhecer a própria fertilidade é conhecer melhor o funcionamento do corpo e entender quais fatores podem influenciar a saúde reprodutiva ao longo da vida. Essa informação não determina uma escolha, ela amplia as possibilidades para que cada mulher possa decidir no seu próprio tempo, explica.
Cada trajetória é única. Existem mulheres que desejam engravidar em breve, aquelas que imaginam a maternidade em alguns anos e também aquelas que ainda não sabem se querem ser mães. Em todos esses momentos, ter informações sobre o próprio corpo pode ajudar na tomada de decisões mais conscientes.
Segundo a médica, o planejamento reprodutivo não começa apenas quando surge o desejo de engravidar ou diante de um teste positivo. Ele envolve acompanhamento ginecológico, prevenção, atenção aos sinais do organismo e uma relação mais próxima com a própria saúde.
A fertilidade faz parte da saúde da mulher. Assim como acompanhamos outros aspectos do corpo ao longo da vida, também é importante entender como está a saúde reprodutiva, quais são os hábitos que podem contribuir para o equilíbrio hormonal e quais pontos precisam de atenção individualizada, afirma Dra. Camila.
Entre os fatores que podem influenciar a fertilidade estão a idade, alterações hormonais, algumas condições ginecológicas, histórico familiar, hábitos de vida, alimentação, sono e níveis de estresse. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para uma avaliação personalizada.
Mais do que antecipar decisões, o conhecimento permite que mulheres tenham mais liberdade para construir seus próprios caminhos.
A informação não existe para criar cobranças ou definir escolhas. Ela existe para que a mulher tenha mais consciência sobre o próprio corpo e possa tomar decisões alinhadas com seus desejos e com o momento da sua vida, conclui a ginecologista.



