Levantamento com 3.300 mulheres revela que a maioria não se arrepende de terminar o relacionamento e destaca a liberdade, a saúde emocional e a independência financeira como principais conquistas do recomeço.
Em agosto de 2026, quando o Brasil celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha, um fenômeno silencioso chama a atenção: nunca tantas mulheres buscaram redes de acolhimento para reconstruir suas vidas depois do fim de um relacionamento.
Criada para enfrentar a violência doméstica e familiar, a Lei Maria da Penha transformou a forma como o país reconhece e combate esse tipo de violência. Vinte anos depois, especialistas apontam que um dos maiores avanços foi encorajar milhares de brasileiras a romper o silêncio e buscar proteção, apoio e autonomia.
O que você precisa saber sobre a pesquisa
- 81,3% das mulheres não se arrependem da separação.
- 50% afirmam que a maior conquista foi a liberdade.
- 45,1% relatam melhora significativa da saúde emocional.
- 44,2% perceberam melhora da situação financeira.
- O Brasil registrou 428.301 divórcios em 2024, mais de 1.100 por dia.
É nesse cenário que o canal Separações se consolida como a maior comunidade feminina brasileira dedicada ao recomeço. Com mais de 1 milhão de mulheres reunidas nas redes sociais, a plataforma tornou-se um espaço de acolhimento emocional, orientação jurídica, educação financeira e fortalecimento da autoestima para quem enfrenta separações, divórcios ou o encerramento de relacionamentos marcados por sofrimento.
Os números mostram que a necessidade é real
Segundo o IBGE, o Brasil registrou 428.301 divórcios em 2024, o equivalente a mais de 1.100 separações formalizadas por dia. Ao mesmo tempo, a Pesquisa Nacional sobre Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, mostra que, embora haja sinais de redução da violência declarada nos últimos 12 meses, milhões de brasileiras ainda convivem com agressões e cresce a percepção de que apenas a existência da lei não garante proteção suficiente.
Outro dado reforça a urgência do tema: o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número da série histórica, demonstrando que o enfrentamento da violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios do país.
Mais do que discutir o fim de um casamento, o ecossistema Separações atua como um ambiente seguro para mulheres reconstruírem suas vidas, compartilhando experiências sobre maternidade solo, saúde emocional, reorganização financeira, autoestima, carreira e direitos.
À frente da iniciativa está Vivi Reis, que transformou sua própria experiência de um divórcio vivido de forma solitária em um movimento nacional de apoio feminino.
A Lei Maria da Penha abriu caminhos fundamentais para proteger mulheres da violência. Mas existe uma etapa que começa depois da denúncia ou da separação: reconstruir a vida. É justamente nesse momento que milhares de mulheres descobrem que não precisam caminhar sozinhas, destaca a idealizadora do canal.
O que a pesquisa revelou
A força desse movimento também aparece em pesquisa nacional realizada pelo próprio canal Separações, com 3.300 mulheres de todas as regiões do país. O levantamento revelou que:
- 81,3% não se arrependem da separação;
- 50% afirmam que a maior conquista foi a liberdade;
- 45,1% relatam melhora significativa da saúde emocional;
- 44,2% perceberam melhora da situação financeira.
Os resultados mostram que, para muitas brasileiras, romper um relacionamento difícil representa não apenas o fim de um ciclo, mas o início de uma trajetória marcada por autonomia, segurança e qualidade de vida.
Duas décadas após a sanção da Lei Maria da Penha, cresce a compreensão de que enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que proteção legal. É necessário fortalecer redes de acolhimento, informação, autonomia econômica e apoio emocional para que o recomeço seja possível.
Nesse contexto, o canal Separações se consolida como um dos maiores movimentos digitais brasileiros voltados ao fortalecimento feminino, transformando histórias individuais em uma comunidade que já reúne mais de um milhão de mulheres unidas pela certeza de que nenhuma precisa enfrentar esse processo sozinha.



