05 de agosto de 2026

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INSS precisa melhorar sistema de concessão automática de benefícios, recomenda TCU

Geral Previdência 05/08/2026 07:10 Mônica Pereira, EXTRA extra.globo.com

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a automação usada pelo INSS para conceder benefícios como aposentadorias, pensões e auxílios ainda é limitada e precisa ser aprimorada. O tribunal também destaca que a equipe responsável é pequena e os sistemas da Dataprev estão desatualizados.

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a tecnologia cada vez mais utilizada pelo INSS precisa ser aprimorada. Isso porque o sistema de concessão automática de benefícios, em que um robô analisa pedidos de aposentadoria, pensão ou auxílio sem precisar de um servidor humano, ainda tem muitos problemas.

Segundo dados oficiais, no início de 2024 apenas 15,7% dos benefícios eram concedidos de forma automática. Já no começo do ano passado, mais da metade dos pedidos já eram analisados por esse método. A recomendação do TCU é que o INSS atualize as tecnologias usadas e busque melhorias.

  • O sistema de concessão automática do INSS usa robôs para analisar pedidos de aposentadoria e outros benefícios.
  • Em 2024, só 15,7% dos benefícios eram concedidos automaticamente; em 2025, já eram mais da metade.
  • O TCU diz que a equipe que cuida da automação é pequena e os sistemas da Dataprev estão desatualizados.
  • O INSS afirma que a análise automática só é usada quando os dados estão certos; se há problema, um servidor analisa.
  • Erros no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) podem levar à recusa de benefícios sem aviso claro ao segurado.

No relatório, o TCU afirma que a equipe dedicada a cuidar da automação ainda é reduzida e que há limitações nos sistemas mantidos pela Dataprev, empresa responsável pelo processamento de dados previdenciários. A maioria desses sistemas foi desenvolvida nos anos 1990, por isso o tribunal recomenda atualizações.

O INSS já respondeu que a análise automática de pedidos se aplica apenas quando não há inconsistências ou divergências de dados. Quando há algum problema, um servidor do órgão analisa o caso.

Porém, advogados previdenciários alertam que há casos em que os pedidos são negados por informações erradas ou incompletas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) do INSS. Esse sistema reúne informações sobre vínculos de trabalho, rendimentos e contribuições dos trabalhadores. E nem sempre os segurados sabem disso ou como corrigir esses dados, o que acaba causando recusas indevidas.