04 de agosto de 2026

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Juízes terão novas regras de conduta para evitar conflitos de interesse

Geral Justiça 04/08/2026 08:12 André Richter - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai analisar uma proposta que cria regras para juízes participarem de eventos privados, receberem presentes e para a atuação de escritórios de advocacia de parentes de magistrados. A proposta será apresentada pelo presidente do conselho, ministro Edson Fachin.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar na terça-feira (4) uma proposta para criar regras sobre a participação de juízes em eventos privados, o recebimento de presentes e a atuação de escritórios de advocacia de parentes de magistrados nos tribunais.

A proposta é do presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e será chamada de Política Nacional de Prevenção e Gestão de Conflitos de Interesses no âmbito do Poder Judiciário. A sessão está marcada para começar às 10h.

O STF também analisa uma proposta para criar regras de conduta.

  • Nova regra: O CNJ vai definir limites para a participação de juízes em eventos privados.
  • Presentes: A proposta também vai regulamentar o recebimento de presentes por magistrados.
  • Parentes: A atuação de escritórios de advocacia de parentes de juízes nos tribunais será disciplinada.
  • Código de Ética: O STF também está criando um código de ética para seus ministros.
  • Punição: O CNJ também vai discutir o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes condenados.

Em fevereiro, Fachin anunciou que a criação de um Código de Ética para os ministros do STF seria uma prioridade de sua gestão e indicou a ministra Cármen Lúcia para relatar a proposta.

O anúncio sobre o Código de Ética ocorreu em meio às investigações sobre o Banco Master e às citações aos nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Aposentadoria

O CNJ também deve deliberar sobre o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral.

A decisão ocorre após o julgamento do STF que determinou o fim da aposentadoria compulsória. Pelo entendimento da Suprema Corte, após a condenação do magistrado pelo CNJ, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá entrar com uma ação no Supremo para que a perda do cargo seja analisada pela Corte.

Em 20 anos, o conselho condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.

Ao longo da história, o CNJ aplicou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que define como penas disciplinares a advertência, a censura, a remoção compulsória, a disponibilidade com vencimentos proporcionais e a aposentadoria compulsória, considerada a punição mais grave.

Antes da decisão do STF, os magistrados condenados continuavam recebendo seus salários mesmo após a punição.