03 de agosto de 2026

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Trens históricos da Estação Leopoldina serão mudados para Deodoro

Geral Patrimônio 03/08/2026 16:35 Victor Serra - Diário do Rio diariodorio.com

Locomotivas, vagões e bondes antigos, alguns de 1896, serão transferidos para o Complexo Ferroviário de Deodoro. A mudança faz parte da reforma da estação, que vai custar R$ 80 milhões.

Em obras de revitalização desde julho de 2024, a Estação Leopoldina, no Centro do Rio, terá parte do seu acervo ferroviário transferido para o Complexo Ferroviário de Deodoro, na Zona Norte. A operação foi autorizada por meio de uma contratação emergencial do Governo do Estado publicada no Diário Oficial, com investimento previsto de quase R$ 3 milhões.

O contrato prevê a retirada, o carregamento, o transporte e o reposicionamento dos bens ferroviários. A empresa responsável terá 180 dias para executar os serviços a partir do início da operação. Uma comissão de gestão e fiscalização já foi criada para acompanhar o andamento dos trabalhos.

  • A estação foi inaugurada em 1926 e está fechada desde o começo dos anos 2000.
  • Entre os itens que serão levados estão quatro bondes feitos em 1896.
  • Os trens do antigo Trem Cruzeiro do Sul também fazem parte da mudança.
  • O prédio é tombado pelo Iphan e pelo Inepac.
  • A reforma da estação vai custar cerca de R$ 80 milhões.

Peças centenárias serão removidas da estação

Entre os itens que serão transferidos estão locomotivas, vagões, carros de passageiros, carros-restaurante e carros-dormitório do antigo Trem Cruzeiro do Sul, além de guindastes ferroviários, veículos auxiliares e quatro bondes fabricados em 1896.

Segundo os documentos do processo, a retirada é considerada uma operação de alta complexidade, principalmente pelo valor histórico do material. O acervo atualmente permanece armazenado a céu aberto e vem sofrendo deterioração pela exposição ao tempo.

Antes da remoção, a empresa contratada deverá apresentar seguros específicos para proteger o patrimônio durante todas as etapas da operação. O planejamento também prevê protocolos para possíveis acidentes, interrupções no transporte e danos aos bens tombados.

Revitalização prevê R$ 80 milhões em investimentos

A operação acontece enquanto a Prefeitura do Rio avança com o projeto de recuperação do prédio histórico, inaugurado em 1926 e com as atividades encerradas no início dos anos 2000. Projetada pelo arquiteto inglês Robert Prentice, a Estação Leopoldina tem inspiração na arquitetura palladiana e é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). Por conta da proteção, o imóvel terá suas características originais preservadas durante as intervenções.

A primeira etapa da revitalização prevê investimento de cerca de R$ 80 milhões e inclui a restauração das fachadas e esquadrias, a recuperação do salão principal e das plataformas, além da construção de um novo mezanino e da implantação de um jardim.

O projeto para o complexo, que ocupa uma área de 125 mil metros quadrados, prevê ainda novos usos para o entorno da antiga estação, com a criação de um centro de convenções, a instalação da Fábrica do Samba da Série Ouro e a construção de unidades habitacionais populares.

Ainda não há data atualizada para o término das obras.