O espetáculo 'Esse-Outro', da Companhia das Rosas, estreia em agosto em São Paulo com sessões gratuitas. A peça explora os primeiros vínculos entre o bebê e o mundo, usando acrobacias, música e um cenário de bambu, sem usar palavras. A diretora Clarice Cardell, especialista em teatro para a primeira infância, comanda a montagem que promete uma experiência sensível para bebês e adultos.
A Companhia das Rosas apresenta o espetáculo Esse-Outro, uma peça de teatro para bebês que explora os primeiros laços entre as pessoas. A história é contada sem palavras, usando gestos, sons e um cenário especial de bambus. As atrizes Erica Stoppel e Luara Bolandini, que também são circenses, fazem acrobacias e brincadeiras no palco. A direção é de Clarice Cardell, que tem muita experiência em fazer arte para crianças pequenas.
- A peça é gratuita no Sesc 24 de Maio, mas é preciso chegar cedo para pegar os ingressos, que são distribuídos uma hora antes de cada sessão.
- O cenário é uma casa de bambu que se transforma durante a apresentação, mostrando a passagem do bebê do mundo interno para o externo.
- A música foi feita especialmente para o espetáculo e usa sons de bambu, vozes e instrumentos como violoncelo e marimba para criar uma atmosfera especial.
- Depois da apresentação, as crianças podem entrar no palco e brincar com os objetos de bambu, o que ajuda a sentir a peça de perto.
- A peça também será apresentada em Brasília, nos dias 8 e 9 de agosto, como parte de um festival de artes para a primeira infância.
Na história, dois personagens chegam ao mundo e começam a se relacionar entre si e com o espaço ao redor. Com movimentos de acrobacia, eles mostram como as pessoas se aproximam, se estranham e brincam juntas. A peça fala sobre a importância dos primeiros encontros entre o bebê e o mundo, desde a segurança do ventre da mãe até a descoberta de coisas novas. A diretora Clarice Cardell explica que o espetáculo é sobre os encontros e desencontros que fazem parte da vida.
O cenário é uma estrutura que parece uma casa feita de bambu, que vai mudando de forma durante a peça. Isso mostra a passagem do bebê de um lugar seguro para um mundo cheio de novidades. Os figurinos são simples e não mostram se os personagens são homens ou mulheres, o que ajuda a contar a história de uma forma mais universal. A música é uma parte muito importante da peça, com sons que lembram o coração da mãe e o ambiente do bebê, criando uma experiência imersiva. No final, o público pode entrar no cenário e tocar nos bambus, o que é uma forma de continuar a experiência da peça de um jeito divertido.
A parceria entre a Companhia das Rosas e a diretora Clarice Cardell aconteceu porque as artistas já pesquisavam sobre a primeira infância. Elas acreditam que os bebês são muito sensíveis e capazes de entender coisas profundas através da arte. Erica Stoppel, uma das atrizes, conta que foi libertador encontrar alguém que pensa da mesma forma sobre a importância da infância. Luara Bolandini, a outra atriz, diz que a peça foi feita com sentimentos verdadeiros e que o trabalho com a Clarice ajudou a explorar uma forma de comunicação sem palavras, usando gestos e acrobacias.
Clarice Cardell é uma diretora com mais de 20 anos de experiência em teatro para bebês. Ela começou na Espanha, onde fundou uma companhia famosa nesse tipo de arte. De volta ao Brasil, ela criou um festival e uma produtora para continuar fazendo coisas para a primeira infância. Para ela, fazer teatro para bebês é um ato político, que mostra que as crianças são muito mais do que aprendem, e que temos muito a aprender com elas.
A Companhia das Rosas foi criada em 2017 pelas atrizes Erica e Luara. Elas queriam unir o circo, o teatro de bonecos e conversar com as crianças sobre os temas da infância. Com Esse-Outro, elas continuam essa pesquisa, criando um espetáculo que promete encantar os pequenos e também os adultos que os acompanham.



