O Conselho Federal de Odontologia publicou novas regras para o uso de sedativos em consultórios. A partir de agora, o dentista não pode mais sedar e fazer o tratamento ao mesmo tempo. A medida também exige equipamentos como desfibrilador e monitores cardíacos, e proíbe o trabalho sozinho em procedimentos com sedação moderada ou profunda.
Muitas pessoas têm medo de ir ao dentista. Por isso, o uso de remédios para relaxar o paciente se tornou comum nas clínicas. O Conselho Federal de Odontologia criou novas regras para tornar esse procedimento mais seguro.
- O dentista que aplica a sedação não pode fazer o tratamento ao mesmo tempo
- Consultórios precisam ter desfibrilador, monitores cardíacos e kit de oxigênio
- Sedação profunda ou anestesia geral só podem ser feitas em hospitais
- Dentistas precisam de cursos específicos para aplicar sedativos na veia
- Quem já trabalha com sedação tem 180 dias para se regularizar
A medida atualiza regras que existiam há mais de 20 anos. Ela traz mais segurança para quem precisa de atendimento odontológico.
A mudança mais importante é a proibição do trabalho sozinho em procedimentos com sedação moderada ou profunda. O dentista que aplicar os remédios para diminuir a consciência do paciente não poderá fazer o tratamento na boca ao mesmo tempo. Ele terá que ficar apenas monitorando os sinais vitais e a respiração.
Existe uma exceção: a sedação com óxido nitroso, conhecido como gás do riso. Nesse caso, o próprio dentista pode conduzir o tratamento e a sedação.
Sem anestesia geral
A regra deixa claro que os dentistas continuam proibidos de aplicar anestesia geral. Se o paciente precisar apagar completamente, o procedimento deve ser feito em um hospital, com a presença de um médico anestesiologista. Nas clínicas, a sedação só pode ir até o ponto em que o paciente ainda responde a estímulos ou comandos simples.
Para realizar sedações, os consultórios e serviços móveis de atendimento em casa terão que reforçar a estrutura. Os equipamentos obrigatórios incluem:
- Desfibrilador Externo Automático (DEA) para emergências cardíacas
- Monitores contínuos de pressão, batimentos e oxigênio
- Equipamento para medir a respiração (capnógrafo) em sedações profundas
- Fontes de oxigênio e kits para desobstrução das vias aéreas
Formação
O conselho também criou dois níveis de certificação para os dentistas: a Habilitação Básica (200 horas de curso) e a Habilitação Avançada (500 horas). Aplicar sedativos diretamente na veia, por exemplo, só será permitido para quem tem a formação avançada. Os profissionais que já trabalham com sedação terão 180 dias para comprovar o histórico clínico e adaptar os registros junto ao conselho de classe.

Dentista durante atendimento (Foto: Reprodução)



