01 de agosto de 2026

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Área que seria lixão vira assentamento do MST em São Paulo

Geral Assentamento 01/08/2026 06:07 Assessoria de imprensa do MST

Após 24 anos de luta, o governo federal desapropriou um terreno na zona norte de São Paulo para criar um assentamento da reforma agrária, beneficiando 55 famílias do MST que viviam no local. A área, que antes seria usada como lixão, agora é uma comunidade que preserva a natureza e produz alimentos de forma sustentável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto para desapropriar o terreno onde fica a Comuna da Terra Irmã Alberta, em Perus, na zona norte de São Paulo. A medida, publicada no diário oficial nesta sexta-feira (31), vai criar um assentamento da reforma agrária para 55 famílias do MST que lutam há 24 anos pela regularização da área.

O terreno tem cerca de 115 hectares de Mata Atlântica e foi negociado entre o governo federal e a Sabesp. Até 1990, ele pertencia a uma empresa que perdeu o direito de propriedade por não pagar impostos. O estado repassou a área à Sabesp, que queria construir um aterro sanitário no local.

  • A área foi ocupada por famílias do MST há 24 anos, que lutavam para evitar que virasse um lixão.
  • O terreno tem 115 hectares de Mata Atlântica, com muitas nascentes de água.
  • A comunidade produz alimentos de forma agroecológica, sem agrotóxicos.
  • As famílias resistiram a várias tentativas de despejo e negociações frustradas.
  • O decreto de desapropriação foi assinado pelo presidente Lula e publicado no dia 31 de janeiro.

Depois de 25 anos de ocupação, a Comuna da Terra é reconhecida por preservar o meio ambiente e as nascentes da região, além de produzir alimentos de forma agroecológica. As famílias que moram lá resistiram a várias tentativas de despejo e negociações frustradas até conseguir a terra.

"O fato de termos resistido duas décadas e meia numa área dentro de uma das maiores cidades do mundo, que ia ser transformada num lixão, e conseguimos preservar toda a vegetação e recuperar várias nascentes, com resistência e luta, é algo épico. É épico, assim como a conquista agora é histórica", afirma Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST.

O dirigente convida a população e parceiros do MST para a celebração da conquista neste sábado, 1º de agosto, a partir das 13h. O evento contará com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e terá programação cultural, culinária da terra e feira da reforma agrária popular.