A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de um curativo fixador para cateter e de um cateter intravenoso. Os produtos foram considerados irregulares e representam risco à saúde dos pacientes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a importação, a distribuição, a divulgação e o uso do produto Bio-Aid - Curativo Fixador para Cateter, que é importado no Brasil pela empresa Bio Company Comércio e Serviços Ltda.
A Anvisa informou que a medida vale apenas para os lotes fabricados a partir de 22 de abril. Uma inspeção feita na fábrica Shangai Iso Medical Products Co. Ltd. mostrou que a produção do produto não segue as regras da legislação sanitária brasileira.
- A Anvisa proibiu a venda do curativo Bio-Aid e do cateter BD Abiocat.
- O curativo foi fabricado em uma empresa que não segue as regras sanitárias do Brasil.
- O cateter foi reprovado em um teste de qualidade de superfície.
- As medidas são temporárias e valem por até 90 dias.
- A Anvisa quer proteger a saúde das pessoas que usam esses produtos.
A Agência Brasil entrou em contato com a Bio Company Comércio e Serviços Ltda. e espera uma resposta.
Interdição cautelar
A Anvisa também publicou no Diário Oficial da União a interdição cautelar do cateter intravenoso BD Abiocat, produzido pela Becton Dickinsson Indústrias Cirúrgicas Ltda.
Segundo a agência, um laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed) mostrou um resultado ruim no teste de verificação da superfície do produto.
O objetivo da interdição cautelar, que é uma medida preventiva e temporária, é impedir a fabricação, a venda, o uso ou o funcionamento de um produto ou serviço até que ele esteja de acordo com as normas e que as investigações sejam concluídas, explicou a Anvisa.
A medida vale por até 90 dias.
A Agência Brasil entrou em contato com a Becton Dickinsson Indústrias Cirúrgicas Ltda. e espera uma resposta.

Fachada do prédio da Anvisa em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil



