No Dia Internacional do Vinho Branco, celebre com rótulos encorpados e cheios de sabor, perfeitos para acompanhar pratos quentes nas noites frias. Descubra vinhos que vão além do verão e trazem acidez, textura e complexidade para a sua mesa.
Celebrado no dia 4 de agosto, o Dia Internacional do Vinho Branco é a chance perfeita para quebrar a ideia de que essa bebida só combina com o verão. No inverno, muitas pessoas acham que os vinhos tintos são a única opção para acompanhar as refeições ou para as noites frias. Isso acontece porque ainda se pensa que os vinhos brancos são sempre leves, devem ser tomados bem gelados e, por isso, só combinam com dias quentes. Mas a verdade é que existem vinhos brancos tão complexos e saborosos quanto os tintos, perfeitos para jantares e pratos mais encorpados.
- O Dia Internacional do Vinho Branco é em 4 de agosto.
- Vinhos brancos também podem ser encorpados e complexos, ideais para o inverno.
- Alguns vinhos brancos passam por madeira, o que dá textura e mais sabor.
- Rótulos como Casa Burmester Reserva e Sibaris Gran Reserva são ótimas escolhas para o frio.
- Vinho branco pode acompanhar pratos como risotos, massas cremosas e carnes assadas.
Acidez, concentração, equilíbrio e proteção durante a produção estão entre os fatores que podem fazer um vinho branco evoluir. Já a passagem por madeira e o contato com as borras dão mais textura e complexidade, explica Diego Peres Ávila, sommelier da Bodegas Grupo Wine, importadora que vende vinhos online para lojas e restaurantes.
Textura cremosa e tradição portuguesa para a mesa
Para mostrar que o vinho branco pode ter estrutura e presença, o Casa Burmester Reserva Douro Branco é a primeira dica. Feito no Douro com as uvas Gouveio, Rabigato e Viosinho, esse vinho português fica seis meses em barricas de carvalho francês sobre as borras. Durante esse período, passa pelo processo de bâtonnage, que mexe as borras para aumentar o contato com o vinho. Isso dá uma textura mais cremosa, mais volume e mais complexidade.
Com corpo médio e acidez vibrante, pode acompanhar risotos, peixes mais gordurosos, aves assadas, massas com molhos cremosos e queijos. É um exemplo de vinho branco que consegue unir frescor, estrutura e elegância, mostrando que a presença à mesa não é só dos tintos.
Vinhas antigas e acidez equilibrada do clima frio chileno
O próximo é o Sibaris Gran Reserva Chardonnay. Feito pela vinícola Undurraga no Vale de Leyda, uma região chilena de clima frio, esse vinho vem de uvas de vinhas com mais de 25 anos. Ele amadurece por nove meses em barricas de carvalho francês e também passa por bâtonnage. A acidez, que é preservada pelo clima mais frio, equilibra a estrutura e mantém o vinho vibrante e muito saboroso.
É um vinho ótimo para pratos de inverno como risoto, peixe com purê, massas recheadas, molhos com manteiga e queijos cremosos. A passagem pela madeira e o contato com as borras trazem mais volume e cremosidade, mas sem perder o frescor que o clima de Leyda proporciona.
A elegância do terroir argentino amadurecida em carvalho
Já na Argentina, o Las Perdices Reserva Chardonnay mostra que Mendoza também pode produzir vinhos brancos com corpo e presença. Feito com uvas colhidas à mão, o vinho fermenta em barricas francesas e fica seis meses em carvalho de tosta suave, o que dá estrutura, volume e complexidade.
No paladar, tem uma textura mais untuosa, equilibrada pela acidez, enquanto a fruta se mistura com notas delicadas de baunilha da madeira. É uma escolha para acompanhar aves assadas, carne de porco, camarões na manteiga, massas com pesto, castanhas e pratos com molhos cremosos. Um vinho branco com características suficientes para ser o centro da mesa no inverno.
A potência encorpada mediterrânea que dispensa a madeira
Para sair dos Chardonnays, o Schola Sarmenti Mesia I.G.T. Salento Malvasia Bianca mostra como uma uva do Mediterrâneo pode dar um vinho branco com presença para os dias frios. Feito na Puglia com 100% Malvasia Bianca, o vinho tem um perfil encorpado, equilibrado e harmonioso, com aromas de pera madura e toques de especiarias.
Sem depender da passagem por barricas para criar sua personalidade, ele tem volume, maturidade de fruta e expressão suficientes para acompanhar pratos mais elaborados, aves, peixes e preparações com molhos cremosos. É uma boa escolha para mostrar que um vinho branco de inverno não precisa ser Chardonnay nem passar por madeira.

Vinhos brancos de inverno: opções para saborear e se surpreender


