Um laudo da perícia descartou a hipótese de suicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada morta em casa em Campo Grande. O exame mostrou que ela não atirou em si mesma e que a morte foi causada por um tiro na cabeça. O principal suspeito é o marido, o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, que disse à polícia que ela havia cometido suicídio. Ele foi preso por ter armas sem registro, mas agora responde em casa com tornozeleira eletrônica. O caso segue sendo investigado como feminicídio.
O exame feito pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) concluiu que a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, não tirou a própria vida. Ela foi encontrada morta no dia 18 de maio em uma casa no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.
- O laudo descartou a hipótese de suicídio porque não havia marcas de tiro a curta distância nem impressão do cano da arma no corpo.
- Fabíola morreu com um tiro na cabeça, que causou traumatismo craniano, e também tinha hematomas em outras partes do corpo.
- O principal suspeito é o marido, o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, que disse à polícia que ela havia se matado.
- João Jazbik foi preso no dia do crime por ter várias armas sem registro em casa, mas conseguiu prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
- O caso agora é tratado como feminicídio e foi enviado para a 2ª Vara do Tribunal do Júri, que julga homicídios em Campo Grande.
Desde maio, a polícia investigava o caso como feminicídio ou suicídio. O principal suspeito é o marido da vítima, o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, que, na ocasião, chamou a polícia alegando que a esposa havia tirado a própria vida.
O documento feito pelo Imol revela o que realmente pode ter acontecido com a fisioterapeuta.
Segundo o laudo, Fabíola morreu por traumatismo craniano causado por disparo de arma de fogo. A perícia, no entanto, não identificou marcas de tiro a curta distância nem impressão do cano da arma na vítima, o que descarta a tese de suicídio.
O laudo também registrou pontos de entrada e saída do tiro, além de hematomas em outras partes do corpo da vítima.
A defesa de Jazbik declarou que o laudo ainda não foi anexado aos autos e que o inquérito segue em andamento. A Deam não retornou aos contatos da reportagem.
João Jazbik chegou a ser preso no dia em que Fabíola foi encontrada morta por ter, em casa, diversas armas sem registro. Em 23 de maio, a Justiça concedeu prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica ao médico, que segue em casa, com monitoramento.
O processo pela morte de Fabíola já foi enviado para a 2ª Vara do Tribunal do Júri, responsável por julgar casos de homicídio e feminicídio em Campo Grande.

Fabíola era fisioterapeuta e tinha 42 anos (Foto: rede social)



