A peça de teatro 'Viva a Vida', estrelada por Regina Casé, faz o público pensar sobre o que é viver de verdade em um mundo cheio de pressa e distrações. A psicóloga Deborah Dubner, que assistiu ao espetáculo em São Paulo, conta como a peça a fez refletir sobre a importância de valorizar cada momento, a conexão com a natureza e o perigo de vivermos no automático, sem dar valor ao que realmente importa.
A peça de teatro "Viva a Vida", com a atriz Regina Casé, faz a gente pensar sobre o que é realmente estar vivo. Em um mundo onde tudo é para ontem e estamos sempre distraídos, o espetáculo nos convida a desacelerar e prestar atenção nas pequenas coisas.
A psicóloga Deborah Dubner assistiu à peça em São Paulo e ficou muito impactada. Ela conta que saiu do teatro "mais viva", mas também pensativa. A peça usa o humor para falar de coisas sérias, como a pressa do dia a dia, a falta de conexão com as pessoas e como estamos desperdiçando a vida com coisas que não são tão importantes.
- O que é vida Para a autora, vida não é só o coração bater. É sentir o vento, o abraço, o cheiro de uma flor e a alegria de uma criança.
- O perigo da pressa: A peça critica como a correria e a ganância estão nos deixando anestesiados, sem perceber a beleza dos momentos simples.
- Somos pequenos: O texto lembra que somos "um grão de areia" na história do planeta, que existe há bilhões de anos. A vida na Terra é um privilégio.
- Não vamos salvar o planeta: A Terra vai continuar existindo com ou sem a gente. O que está em jogo é a nossa própria sobrevivência como humanidade.
- Por que não sabemos viver Essa é a pergunta principal: se a vida é o que temos de mais valioso, por que agimos como se fosse infinita e não a valorizamos
O que é "vida" para você
Antes de tudo, a autora pergunta: o que é vida para você Para ela, vida é o coração que bate, o olhar que se conecta com o outro, o abraço que acolhe. É ter vontade de acordar e fazer cada momento valer a pena.
A vida está nas pequenas coisas
Vida é sentir o vento nas árvores, a sombra fresca, o sabor de uma fruta doce e o perfume de uma flor. É a força que faz a semente brotar até no solo mais seco. A vida está na conexão com tudo o que existe: na terra, no sol, na água e no sorriso de uma criança.
O que a peça nos ensina
Deborah viu na peça uma verdade que a tocou: a dor de ver a vida sendo desperdiçada pela pressa, pela indiferença, pela ganância e pela ignorância. Ela critica como as pessoas estão com o "coração anestesiado", sem ver, sentir ou perceber o que realmente importa.
Nossa casa é aqui
O texto da peça lembra que a Terra existe há bilhões de anos e que a vida, como a conhecemos, é recente. O ser humano, que se acha superior, é um hóspede que acabou de chegar. "Somos um pequenino grão de areia", mas é aqui, neste planeta, que a vida acontece. Não precisamos ir para a Lua ou Marte para encontrar algo especial. O privilégio de viver e amar está aqui mesmo.
O perigo da ilusão
Vivemos como se a máquina que sustenta a vida na Terra fosse eterna, mas isso é uma grande ilusão. Se a humanidade se destruir, a Terra vai continuar. A natureza vai se regenerar. Não temos o poder de salvar a Terra, mas temos o poder de nos salvar como espécie. A pergunta que fica é: se a vida é tudo o que temos, por que não sabemos vivê-la

Divulgação/ Carlos Airó Nascimento e Identidade Visual Estúdio Radiográfico



