A executiva Melissa Artioli, que perdeu o emprego durante a licença-maternidade e enfrentou o fim do casamento, escreveu o livro 'Solte, Entregue, Confie'. A obra une sua história pessoal com ensinamentos de neurociência e filosofias antigas para ajudar quem precisa recomeçar. Ela mostra que a verdadeira segurança não está em controlar o futuro, mas em confiar na própria capacidade de se adaptar e superar desafios.
O conceito de carreira linear está, definitivamente, ultrapassado. Uma pesquisa feita com mais de 32 mil trabalhadores em 18 países mostrou que 77% acreditam que a segurança profissional depende de saber se adaptar, enquanto 71% dizem não conseguir prever quais serão os empregos do futuro. Esse é um retrato de um mercado transformado pela inteligência artificial, onde as habilidades mais importantes deixam de ser técnicas e passam a ser comportamentais e sociais.
Para a executiva Melissa Artioli, autora de "Solte, Entregue, Confie - Uma jornada para sua melhor versão" (DVS Editora), esse cenário exige uma nova forma de enxergar a carreira e o desenvolvimento pessoal. A partir da própria experiência de ter perdido um espaço profissional construído ao longo de 20 anos, após a licença-maternidade, Melissa viveu uma profunda reconstrução pessoal e defende que a verdadeira segurança está na capacidade de aprender a encarar melhor as mudanças e rupturas.
- 77% dos trabalhadores acreditam que a segurança profissional depende da capacidade de adaptação, não do cargo ou da empresa.
- 71% das pessoas não conseguem prever quais serão os empregos do futuro, mostrando a incerteza do mercado.
- Melissa Artioli perdeu o emprego durante a licença-maternidade e viu o casamento terminar ao mesmo tempo.
- O livro "Solte, Entregue, Confie" une neurociência, filosofias antigas e psicologia para ajudar a recomeçar.
- A verdadeira segurança não está em controlar o futuro, mas em confiar na própria capacidade de lidar com as mudanças.
Em entrevista, ela pode comentar temas como a ideia de carreira previsível deixou de fazer sentido para grande parte dos profissionais. Como encarar esse cenário de incertezas Como e por que desenvolver adaptabilidade e inteligência emocional na Era da IA O que diferencia pessoas que conseguem se adaptar a grandes mudanças de carreira Quais os maiores erros daqueles que não conseguem se adaptar e o que fazer para mudar Como evitar que a identidade profissional fique restrita ao cargo ou à empresa Qual é o papel da inteligência emocional em períodos de transição profissional De que forma líderes podem preparar equipes para um cenário de mudanças permanentes Como transformar momentos de ruptura em oportunidades de desenvolvimento, sem recorrer a fórmulas prontas Como a demissão pode abrir novos caminhos e qual conselho prático daria para alguém nessa situação
O livro: uma história de superação
O livro surgiu de vivências marcadas por esgotamento, rupturas, frustrações, autocobrança, maternidade e recomeços. Melissa conta sobre um período difícil, em que enfrentou duas rupturas profundas ao mesmo tempo. Após retornar da licença-maternidade, encontrou um ambiente de trabalho com outra liderança e transformado, marcado pela falta de reconhecimento e de diálogo. Foi quando descobriu que queriam substituí-la, após tantos anos de dedicação. Em paralelo, viu-se diante do término do casamento e descobriu uma traição financeira e emocional que abalou o que acreditava sobre amor, confiança e parceria.
A soma dessas experiências, ela relata, trouxe dor, tristeza e sensação de perda, mas também um importante aprendizado: compreender que não era preciso controlar ou explicar cada emoção, apenas permitir que elas existissem. Entre reflexões e práticas, Melissa constrói junto ao leitor, capítulo a capítulo, o ensinamento sobre três movimentos fundamentais para uma vida mais leve e autêntica: soltar, entregar e confiar. Esses movimentos não devem ser encarados como lineares, mas sim como aspectos de um mesmo estado de espírito.
"Soltar abre espaço. Entregar preenche esse espaço com aceitação e propósito. Confiar mantém a calma enquanto a vida continua a se desdobrar. As tradições espirituais, a filosofia e a ciência se encontram nesse ponto: o controle absoluto é uma ilusão. A verdadeira segurança não vem de saber o que vai acontecer, mas de acreditar que, seja o que for, teremos recursos internos para lidar."
Ferramentas para a transformação
A autora é executiva com mais de vinte anos de carreira e empreendedora. É também coach de pontos fortes certificada pela Gallup e coach em Inteligência Emocional EQi2.0 certificada pela MHS. Na obra, ela integra as próprias experiências com tradições filosóficas milenares, como o Budismo, o Estoicismo e o Taoísmo, e ferramentas da psicologia contemporânea, entre elas a atenção plena (mindfulness), a Comunicação Não-Violenta e a Terapia Cognitivo-Comportamental.
O perdão é tratado não como gesto dirigido ao outro, mas como libertação pessoal, presente na prática do Ho'oponopono. A gratidão é descrita como uma intervenção biológica, com redução comprovada de citocinas inflamatórias. E o autoconhecimento, base de toda mudança, ancora-se no conceito de Viveka, o discernimento da filosofia hindu, que permite distinguir o essencial do supérfluo.
Para Melissa, é no encontro entre a coragem, a sabedoria e a fé que cada pessoa começa uma nova jornada. "Uma jornada em que não somos mais prisioneiros do medo ou da necessidade de prever cada passo, mas companheiros conscientes do fluxo da vida", afirma. Ela compara a vida a um rio em constante movimento, incerta, que exige a coragem de soltar, a sabedoria de entregar e a fé de confiar.
A leitura dialoga não apenas com quem deseja recomeçar, se sentir mais leve e encontrar o próprio ritmo, mas também com o universo corporativo ao abordar liderança, comunicação assertiva e inteligência intuitiva como competências que nascem do equilíbrio interior. Em cada capítulo, o leitor encontra reflexões, relatos e práticas para transformar vulnerabilidade em força e padrões limitantes em consciência expandida. Mais do que um livro de autoconhecimento, "Solte, Entregue, Confie" é descrito pela autora como um "manual visceral" de cura, reconexão interior e recomeço.

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