28 de julho de 2026

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O que acontece depois que um grande evento acaba?

Geral Experiência 28/07/2026 10:03 Luis Gustavo Costa (CEO da LGL Case)

Após a Copa do Mundo, festivais e feiras, as marcas precisam criar experiências que continuem gerando conexão e relacionamento com o público, mesmo depois que as luzes se apagam.

São Paulo, 28 de julho de 2026 – A Copa do Mundo chegou ao fim. Como acontece em grandes eventos, os resultados esportivos rapidamente dão lugar aos balanços sobre audiência, público, patrocínios e ativações de marca.

Mas existe uma pergunta que merece mais atenção: o que permanece depois que um grande evento acaba

  • Depois que um evento termina, o que fica na memória das pessoas é a experiência vivida, não apenas o que foi visto no palco.
  • Marcas que investem em espaços de convivência e ativações participativas conseguem manter o público engajado por mais tempo.
  • Mesmo com o avanço da tecnologia, as pessoas ainda valorizam muito os encontros presenciais e as trocas reais.
  • O mercado de entretenimento e mídia deve atingir US$ 3,5 trilhões até 2029, mostrando que eventos ao vivo são um grande negócio.
  • Criar conexões que continuam depois do evento é o novo desafio das marcas para fortalecer relacionamentos duradouros.

Essa reflexão vale para a Copa, mas também para festivais de música, feiras de negócios, convenções e qualquer outra experiência criada para aproximar marcas e pessoas.

Durante muito tempo, o sucesso de um patrocínio esteve diretamente ligado à visibilidade conquistada durante o evento. O foco era estar presente, aparecer e alcançar o maior número possível de pessoas.

O novo desafio das marcas

Esse objetivo continua sendo importante, mas já não é suficiente. Hoje, o desafio das marcas é fazer com que a experiência continue existindo depois que o evento termina. Isso acontece quando ela gera conversa, cria identificação, fortalece relacionamentos e faz com que as pessoas queiram manter contato com aquela marca. Em outras palavras, quando deixa de ser apenas um momento e passa a fazer parte de uma estratégia de relacionamento.

Por isso, cada vez mais, vemos empresas investindo em espaços de convivência, ativações participativas, produção de conteúdo e iniciativas que incentivam o público a interagir com a marca de forma espontânea. O objetivo já não é apenas estar no evento, mas construir uma conexão que continue gerando valor ao longo do tempo.

O mercado de eventos está crescendo

Essa lógica acompanha uma transformação mais ampla do mercado. A Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2025-2029, da PwC, mostra que a indústria global deverá alcançar US$ 3,5 trilhões em receitas até 2029. Ao mesmo tempo, categorias não digitais, como eventos, música ao vivo e cinema, responderam por 61% dos gastos dos consumidores do setor em 2024.

Os dados mostram que, mesmo com o avanço da inteligência artificial e da digitalização, as pessoas continuam atribuindo valor às experiências presenciais. Talvez porque existam coisas que dificilmente podem ser reproduzidas por uma tela: o encontro, a troca, o sentimento de pertencimento e a construção de memórias compartilhadas.

No fim, um grande evento não é lembrado apenas pelo que aconteceu no palco ou pelo tamanho da estrutura montada. Ele é lembrado pelo que fez as pessoas sentirem. E esse talvez seja o maior desafio das marcas daqui para frente: criar experiências que não terminem quando as luzes se apagam, mas que continuem fortalecendo relacionamentos muito depois do encerramento do evento.