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Hospital Municipal da Brasilândia realiza palestra contra racismo no atendimento

Geral Racismo 27/07/2026 20:09 Maria Eduarda Oliveira/IMED

O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) promoveu uma palestra sobre prevenção e combate ao racismo em unidades hospitalares, com o objetivo de conscientizar os funcionários e melhorar o atendimento no SUS. Mais de 60% dos trabalhadores da unidade são negros, e o hospital já recebeu o Selo de Igualdade Racial em 2024 e 2025.

O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) Adib Jatene, unidade da Prefeitura de São Paulo administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), promoveu, no dia 22 de julho, a palestra "Prevenção e combate ao racismo nas unidades hospitalares". A atividade foi conduzida por Daniel Almeida Santos, assessor técnico da Área Técnica de Saúde da População Negra da Secretaria Municipal da Saúde, e integra o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra.

Com mais de 60% de trabalhadores negros, o HMB recebeu, em 2024 e 2025, o Selo de Igualdade Racial e mantém uma agenda permanente de ações voltadas à inclusão, à diversidade e à promoção dos direitos humanos.

  • O hospital tem mais de 60% de funcionários negros.
  • Recebeu o Selo de Igualdade Racial em 2024 e 2025.
  • A palestra foi sobre como prevenir e combater o racismo no hospital.
  • O evento faz parte de um programa da prefeitura para melhorar a saúde da população negra.
  • O objetivo é garantir um atendimento mais justo e respeitoso para todos.

"O Brasil ainda é uma sociedade marcada pela falta de conhecimento, muitas vezes, atitudes discriminatórias acontecem sem que as pessoas percebam. Os dados apresentados durante a palestra mostram que essa realidade existe e reforçam a necessidade de promover ações contínuas de conscientização. Esse é o caminho para construirmos um atendimento cada vez mais humanizado e igualitário", afirma Thiago Amorim Bastos, diretor técnico do HMB.

Informação e conscientização

Aberto aos colaboradores de diferentes setores, o encontro teve como objetivo conscientizar os participantes sobre o enfrentamento ao racismo no ambiente hospitalar, além de reforçar práticas voltadas à promoção da equidade no atendimento prestado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os temas abordados estiveram a criminalização do racismo, o acolhimento às vítimas, a responsabilização dos agressores conforme a legislação vigente e a importância da coleta do quesito raça-cor, respeitando a autodeclaração dos pacientes e dos próprios profissionais de saúde.

"O racismo é crime e não pode ser naturalizado. É fundamental acolher as vítimas, responsabilizar os agressores de acordo com a legislação e fortalecer uma cultura de respeito dentro das unidades de saúde. Nosso objetivo é sempre conscientizar os trabalhadores, reforçando que todas as pessoas devem ser atendidas com respeito, acolhimento e dignidade", destacou Daniel Santos.

O especialista também destacou o papel das ações afirmativas, como as cotas raciais, e apresentou dados da Secretaria Municipal da Saúde que evidenciam desigualdades raciais no acesso aos serviços de saúde, reforçando a necessidade de capacitação permanente e de políticas públicas voltadas à promoção da equidade no atendimento.

Educação Permanente

A programação também contou com momentos de interação entre palestrante e participantes, permitindo o esclarecimento de dúvidas e reflexões sobre situações vivenciadas no cotidiano das unidades de saúde. "Ficamos muito satisfeitos com o interesse e a participação dos colaboradores. O envolvimento dos profissionais demonstra o compromisso da instituição em construir um ambiente cada vez mais acolhedor e inclusivo", ressalta Daniel.

A palestra integra o calendário de ações de educação permanente do HMB e reforça o compromisso com a promoção da inclusão e do respeito à diversidade, contribuindo para um atendimento cada vez mais humanizado e livre de discriminação. "A conscientização é uma ferramenta essencial para combater o racismo. Aqui no nosso hospital, trabalhamos sempre para garantir que todos os pacientes sejam acolhidos com respeito, independentemente de sua origem ou cor", enfatiza o diretor técnico da unidade.