O Brasil enfrenta uma crise de saúde mental, com 26% dos adultos relatando ansiedade e 13% com diagnóstico de depressão. No ano passado, mais de 500 mil trabalhadores se afastaram do trabalho por problemas mentais, um aumento de 134%. O terapeuta Kempes Macedo, que viveu a depressão, defende que a solução não está em remédios ou diagnósticos, mas em entender as causas do sofrimento e reconstruir a relação consigo mesmo.
O sinal de alerta está aceso, a saúde de seres humanos tem gritado por socorro! Será que estamos sabendo ouvir Segundo dados de Relatórios do Observatório de Atenção Primária (Nações Unidas e Unicef), somente no Brasil cerca de 26% da população adulta relata sofrer de ansiedade; quase 13% possuem diagnóstico de depressão; somando-se a outros transtornos, no ano passado nosso país registrou mais 500 mil afastamentos do trabalho formal, um aumento de 134% em relação aos anos anteriores. Vale notar que não se trata de um problema entre os adultos, pois 1 em cada 7 crianças e adolescentes no país entre 10 e 19 anos convivem com alguma condição psicológica.
- 26% dos adultos brasileiros sofrem de ansiedade, o que equivale a cerca de 40 milhões de pessoas.
- Quase 13% dos brasileiros já receberam diagnóstico de depressão, um número que cresce a cada ano.
- Em 2025, mais de 500 mil trabalhadores se afastaram do emprego por problemas de saúde mental, um aumento de 134%.
- Uma em cada 7 crianças e adolescentes (10 a 19 anos) tem algum problema psicológico no Brasil.
- O terapeuta Kempes Macedo, que já teve depressão, defende que a cura não está em remédios, mas em entender as origens do sofrimento.
O cenário é preocupante e, justamente por isso, exige de nós novas formas de olhar sobre o tema, se realmente estamos comprometidos com soluções. Cultivamos uma sociedade esvaziada de valores éticos básicos, endossando a competição e classificando desde muito cedo vencedores e perdedores. O ponto é que esta lógica fracassou, e inclusive os aclamados vencedores estão abarrotando os consultórios em busca de ajuda. O tratamento comum tem sido paliativo, pois nenhum remédio cura dor emocional e isso não é novidade, tratar sintoma não é cura, é anestesia.
O que nomeamos como problema de Saúde Mental é o reflexo de um adoecimento muito maior, há séculos seguimos a cartilha do materialismo, exaltando quem é capaz de esconder seus sentimentos, ridicularizando e infantilizando as dores da alma. A Era da Lógica sequestrou nossa essência em nome da produtividade, do sucesso material, dos egos envaidecidos e uma hora a conta iria chegar.
Se pais emocionalmente fragilizados podem contribuir para o adoecimento dos filhos, o que esperar de uma sociedade que enfrenta a mesma realidade Estamos em meio ao colapso do paradigma da racionalidade, a mente não suporta mais, o tecido humano não tem sido mais capaz de sustentar esta trama. Cabe então a nós mudar o olhar, ir além da mente, recolher todos os fragmentos que nos compõem para tornarmos a ser um.
Não é por acaso que diante à supervalorização da lógica, da mente e da razão, surgem desafios nos termos da Saúde Mental. Transcender esta experiência não nega o valor de nenhuma conquista real, apenas amplia o tema da saúde para o tamanho do ser humano integral que nós somos: do corpo ao espírito, olhando a vida em sua inteireza, ampliando ao invés de estreitar. Logo, a solução não está numa pílula mágica ou no próximo diagnóstico, mas na compreensão e reconhecimento no emaranhado que nos colocou neste lugar e como cada história registrou a ameaça sofrida.
Temos uma grande oportunidade em nossas mãos de reescrevermos nossa própria história e encerrar séculos de dores. Detrás de cada transtorno existe uma história. Não será fácil, mas, sem sombra de dúvidas, é a tarefa que enquanto coletivo necessitamos realizar. Estamos sendo praticamente forçados a expandir o nosso olhar à luz da consciência. Será que seremos capazes de enxergar

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