25 de julho de 2026

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6 em cada 10 brasileiros já precisaram de médico durante viagens

Geral Saúde 25/07/2026 09:07 Olá Doutor

Uma pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros já enfrentou problemas de saúde enquanto viajava. Os problemas mais comuns são diarreia, gripe e alergias. Para evitar imprevistos, muitos se preparam com vacinas em dia e kit de primeiros socorros. A telemedicina tem sido uma solução para quem precisa de ajuda rápida longe de casa.

Embora as viagens sejam planejadas para momentos de lazer ou trabalho, os imprevistos de saúde continuam sendo uma realidade para muitos brasileiros. Um levantamento do Olá Doutor, plataforma de consultas médicas, revela que 6 em cada 10 pessoas já precisaram de atendimento médico enquanto estavam viajando, prova de que os cuidados com a saúde não ficam em casa.

Entre as ocorrências mais apontadas pelos entrevistados, os problemas gastrointestinais (47%) se destacam. Não por acaso, de acordo com o Núcleo Especializado em Doenças Intestinais Complexas (NEDIC), a diarreia figura entre as principais queixas em passeios ou viagens e costuma se manifestar por volta do décimo dia, com incidência de 30% a 70%.

  • 6 em cada 10 brasileiros já precisaram de médico em viagem
  • Problemas de barriga são os mais comuns, afetando 47% das pessoas
  • Gripe e alergias também são frequentes, com 44% e 32% dos casos
  • Mais da metade dos viajantes mantém a vacinação em dia antes de viajar
  • Quase metade já usou telemedicina durante uma viagem

Na sequência, aparecem os casos de febre, gripe ou infecção respiratória (44,2%), bem como as reações alérgicas (32,2%). Esses quadros costumam estar associados a mudanças de ambiente e de temperatura, ao contato com novas ameaças e à maior circulação de pessoas, fatores que aumentam a exposição a vírus, bactérias e outras condições que podem comprometer a saúde.

Saúde: como os brasileiros se preparam antes de viajar

Antes de embarcarem rumo a novos lugares, grande parcela dos viajantes inclui cuidados preventivos no planejamento: manter a vacinação em dia (56,8%) é a principal medida tomada, seguida pela montagem de um kit de primeiros socorros (55,4%) e pela consulta médica (38,4%), cuidados que começam ainda na fase de preparação da viagem.

Tal cautela também se reflete na bagagem. Ao organizar a mala, os brasileiros tendem a priorizar itens que ajudam a lidar com imprevistos. Medicamentos para dor e febre (79,8%) lideram o que os viajantes afirmam não esquecer, seguidos pelo protetor solar (66,2%) e por antialérgicos e repelentes (65,2%). A escolha desses itens funciona como um primeiro recurso para resolver apertos mais simples sem depender de uma farmácia ou de um serviço de saúde por perto.

Para Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, esse comportamento reflete uma preocupação comum na forma como as pessoas encaram as viagens. "O brasileiro tem entendido que cuidar da saúde é tão essencial quanto reservar a hospedagem ou comprar passagem", afirma. "Manter os exames em dia e levar um kit básico com medicamentos ajuda a evitar que um problema pequeno se transforme em um grande transtorno, especialmente quando o acesso a um serviço de saúde é mais difícil."

Por que se consultar durante uma viagem é tão complicado

Em um destino distante ou desconhecido, nem sempre é fácil saber onde procurar ajuda. Os serviços de saúde podem ser diferentes e, em viagens internacionais, a barreira do idioma torna o atendimento ainda mais desafiador.

Nesse contexto, a principal dificuldade relatada pelos brasileiros é justamente não saber onde buscar atendimento (28%), seguida do tempo de espera (25%) e dos custos envolvidos (20%). Longe de casa, a desorientação, demora e incerteza sobre os valores podem adiar a procura por atendimento justamente quando uma orientação médica faz diferença.

É nesse cenário que a telemedicina vem ganhando espaço entre os viajantes: quase metade dos brasileiros afirmam já ter recorrido a uma consulta médica online durante uma viagem (49,6%). O serviço se torna uma alternativa para lidar com dúvidas e situações de menor gravidade sem a necessidade de buscar atendimento presencial imediato.

Entre as finalidades mais citadas, estão tirar uma dúvida sobre determinado sintoma antes de ir ao hospital (29,2%), fazer uma primeira avaliação para decidir o próximo passo (15,8%) e renovar ou adaptar uma prescrição (11%).

"Quando o paciente está longe de casa, ter acesso imediato a um médico traz mais segurança para lidar com qualquer situação de saúde. Pela consulta por chat, é possível relatar sintomas, receber orientação médica, obter prescrições quando necessárias e entender os próximos passos do cuidado, incluindo a necessidade ou não de um atendimento presencial", afirma Zilli. "O Olá Doutor oferece consultas médicas imediatas por chat, permitindo que o paciente seja atendido rapidamente por um médico, sem necessidade de agendamento prévio."