25 de julho de 2026

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Série sobre a vida de Preta Gil chega ao Globoplay

Geral Série 25/07/2026 07:11 Márcio Anastácio, Extra extra.globo.com

Uma nova série documental do Globoplay conta a história de Preta Gil, filha de Gilberto Gil, mostrando sua carreira, sua luta contra o câncer e seu jeito único de unir a cultura carioca e baiana.

Há histórias que não terminam quando a vida acaba. Elas ficam nas lembranças, nas causas que foram defendidas e nas pessoas que inspiraram. É exatamente essa sensação que fica ao assistir "Meu nome é Preta", série documental do Globoplay que mostra a trajetória de Preta Gil com imagens inéditas, arquivos pessoais e depoimentos emocionantes de familiares e amigos.

  • Preta Gil era carioca de nascimento, mas tinha alma baiana, unindo as duas culturas.
  • Ela era filha de Gilberto Gil e usava a música e a fala para representar a Bahia.
  • A série mostra muito mais do que a luta de Preta contra o câncer.
  • Preta foi um grande símbolo do carnaval de rua do Rio de Janeiro.
  • O corredor dos megablocos do Rio hoje leva o nome dela.

Carioca de nascimento e baiana de alma, Preta construiu uma identidade que uniu duas das mais importantes culturas do Brasil. Filha de Gilberto Gil, ela carregava a Bahia na fala, na música e no jeito de viver, sem nunca deixar de representar o Rio de Janeiro, cidade onde fez grande parte da sua carreira e se tornou um dos maiores símbolos do carnaval de rua.

A série vai muito além da batalha da cantora contra o câncer. Ela mostra uma mulher que quebrou padrões, enfrentou preconceitos e transformou sua autenticidade em uma ferramenta de acolhimento. Ao longo dos episódios, fica claro como Preta fez da própria vida um ato político, lutando pela liberdade, pela diversidade e pelo direito de cada pessoa ser quem é.

Voz, afeto e coragem de Preta

Confesso que me emocionei ao assistir. Não só pela saudade que a ausência dela causa, mas por ver, em cada capítulo, o tamanho do seu legado. Preta ajudou mulheres a terem mais autoestima, respeito pelo próprio corpo e liberdade para viver sem amarras. Ela também deixou uma marca muito forte na comunidade LGBTQIA+, da qual faço parte. A voz, o carinho e a coragem dela ajudaram milhares de pessoas a terem confiança para serem quem são, inclusive eu.

A contribuição de Preta para a cultura popular também é enorme. Ela foi uma das principais figuras do carnaval de Salvador e transformou o Bloco da Preta em um dos maiores fenômenos do carnaval carioca.

Em reconhecimento a esse legado, o corredor dos megablocos do Rio de Janeiro, no Centro, hoje tem o nome dela, eternizando sua relação com a cidade que aprendeu a celebrar sua alegria, sua irreverência e sua capacidade de reunir multidões.

Na memória e no coração do Brasil

"Meu nome é Preta" estreou no dia 20 de julho. Os próximos episódios chegarão ao Globoplay nesta segunda-feira e nos dias 3 e 8 de agosto, data em que Preta Gil completaria 52 anos. A série faz justiça ao tamanho artístico, humano e afetivo de uma mulher que continua presente na memória e no coração do Brasil. A produção, que tem direção de Mini Kerti e roteiro de Victor Nascimento, reúne depoimentos de Gilberto Gil, Flora Gil, Bela Gil, Fran Gil, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Carolina Dieckmann, Regina Casé, Ana Carolina, Gominho, Duh Marinho e outras pessoas que ajudam a contar a história da artista sob diferentes pontos de vista.