24 de julho de 2026

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Juíza suspende perícia no celular apreendido na cela de Jairinho

Geral Jairinho 24/07/2026 08:11 Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A defesa do ex-vereador Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel, pediu para anular a quebra de sigilo do celular dele, mas o pedido foi negado. Mesmo assim, a juíza mandou parar a perícia até que um recurso seja julgado.

O pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, para anular a decisão que autorizou a quebra do sigilo dos dados do celular dele foi negado pela Justiça. O aparelho foi apreendido na cela do presídio onde ele cumpre pena.

  • O celular de Jairinho foi achado na cela do presídio onde ele está preso.
  • A defesa queria anular a quebra de sigilo, mas o pedido foi negado.
  • A juíza mandou parar a perícia no celular até que um recurso seja julgado.
  • O objetivo é verificar se Jairinho tentou atrapalhar o processo.
  • Jairinho foi condenado a 43 anos pela morte do menino Henry Borel.

No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu suspender os efeitos da decisão até o julgamento de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Com isso, ela ordenou que o Ministério Público interrompa qualquer medida para fazer a perícia do aparelho.

Na decisão, a juíza escreveu: "Indefiro o pedido de reconsideração e anulação. Porém, como a questão já está sendo analisada em um habeas corpus, decido suspender os efeitos da decisão até o julgamento desse recurso".

O que a perícia quer descobrir

A apreensão do celular tem como objetivo verificar se Jairinho tentou interferir no andamento do processo judicial.

A condenação de Jairinho

Em junho deste ano, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Dr. Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, que aconteceu em 8 de março de 2021.

Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, teve o crime mudado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (sem intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por não ter impedido a tortura que o filho sofreu. Como Monique já tinha ficado presa antes do julgamento, a pena dela foi considerada cumprida.

O julgamento durou 11 dias e foi o mais longo da história da Justiça do Rio de Janeiro.