A abdominoplastia pode corrigir a diástase abdominal pós-parto, melhorando a função muscular e a autoestima, mas é necessário avaliação médica e fisioterapia antes da cirurgia.
A gravidez provoca mudanças naturais no corpo da mulher, especialmente na barriga. Durante esse período, o abdômen se estica bastante para acomodar o bebê. Em muitas mulheres, isso faz com que os músculos abdominais se afastem, uma condição chamada diástase, que pode continuar depois do parto.
- A diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos do abdômen, comum após a gravidez.
- Além da flacidez, a diástase pode causar dor nas costas, fraqueza e má postura.
- Nem toda mulher precisa de cirurgia: fisioterapia e exercícios fortes podem ajudar.
- A abdominoplastia corrige a diástase ao aproximar os músculos, melhorando a função e o contorno.
- A cirurgia só é recomendada após seis meses do fim da amamentação, com profissional habilitado.
Além da flacidez abdominal, a diástase pode provocar dor lombar, sensação de fraqueza e alterações posturais. No entanto, nem toda mulher que engravidou precisa de cirurgia. Em muitos casos, a fisioterapia e o fortalecimento abdominal podem melhorar o quadro, por isso a avaliação individual com um cirurgião plástico é essencial para diferenciar casos de flacidez, gordura localizada ou diástase significativa.
Quando bem indicada, a abdominoplastia vai além da retirada do excesso de pele. O procedimento também permite a correção cirúrgica da diástase, aproximando novamente os músculos abdominais e restaurando a anatomia da parede abdominal, o que pode melhorar tanto a função quanto o contorno corporal.
Benefícios funcionais e estéticos
"Os benefícios da abdominoplastia vão além da questão estética quando existe indicação adequada. O procedimento pode contribuir para a função da parede abdominal, além de promover melhora da autoestima e da qualidade de vida", afirma o cirurgião plástico Dr. Alexandre Kataoka.
Segundo o especialista, a cirurgia pode trazer benefícios funcionais, melhora da autoestima e da qualidade de vida, desde que seja realizada com planejamento e indicação médica adequada. Outro ponto importante é o momento correto para o procedimento. A recomendação é que a cirurgia seja realizada, no mínimo, seis meses após o término da amamentação.
O Dr. Alexandre Kataoka também reforça a importância de que a cirurgia plástica seja realizada por um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE), garantindo que a paciente seja avaliada por um profissional habilitado para indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

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