O fenômeno climático El Niño, que pode ser moderado a forte no segundo semestre, favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta estados e municípios para intensificarem a prevenção.
O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, o que favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
- El Niño aumenta temperaturas e chuvas, criando mais criadouros para o mosquito da dengue.
- Ministério da Saúde prevê até 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.
- Casos de dengue caíram 73% em 2026 comparado a 2025, mas atenção continua.
- Chikungunya também apresentou redução de 46% no mesmo período.
- Medidas como eliminar água parada e usar repelente são essenciais para prevenir.
Diante deste cenário, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica para alertar estados e municípios sobre o aumento de arboviroses, como dengue e Chikungunya. De acordo com as projeções do InfoDengue/Fiocruz, o país pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.
A elevação das temperaturas e o aumento das chuvas em certos locais estimulam o acúmulo de água, o que cria ambientes propícios para criadouros do vetor.
Recomendações do Ministério da Saúde
Para atenuar esse cenário, o Ministério da Saúde defende que haja a intensificação de ações de vigilância e controle por parte de estados e municípios.
O órgão recomenda bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, reestruturação das tarefas executadas pelos agentes de combate às endemias e a aplicação das tecnologias de controle de vetores indicadas pelo ministério.
Também é importante que a população fique atenta a possíveis criadouros de mosquitos em suas casas, além de prestar atenção aos sinais e sintomas dos vírus.
Por se tratar de estimativas epidemiológicas, as projeções podem passar por ajustes e atualizações de acordo com novas informações implementadas nos modelos.
Casos em queda
Apesar do cenário de atenção, o país apresentou redução no número de casos dessas doenças neste ano.
Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de Chikungunya também apresentaram redução, de 46%.

Agentes de vigilância em saúde orientam moradores sobre focos do mosquito Aedes aegypti em São Paulo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


