21 de julho de 2026

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Comédia francesa estreia nova temporada em São Paulo

Geral Teatro 21/07/2026 14:30 Adriana Balsanelli

A peça 'Uma Semana, Nada Mais', que já foi sucesso na América Latina, chega ao Teatro Nair Bello com uma história divertida sobre relacionamentos, amizade e jogos de poder. A comédia, com Julianne Trevisol, Leandro Luna e Beto Schultz, mostra como um plano para terminar um namoro pode revelar verdades inesperadas sobre todos nós.

Sucesso de público na América Latina, o espetáculo Uma Semana, Nada Mais estreia uma nova temporada no Teatro Nair Bello, em São Paulo, no dia 24 de julho, onde permanece em cartaz até 16 de agosto. As sessões acontecem às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

A montagem é uma adaptação da comédia francesa de Clément Michel, que já foi vista por mais de 400 mil pessoas em países como Argentina, Uruguai e Chile. No Brasil, a versão tem direção de João Fonseca, tradução de Priscilla Squeff e reúne no elenco Julianne Trevisol, Leandro Luna e Beto Schultz. A produção é da Viva Cultural e Zero Grau Filmes.

  • A peça já foi vista por mais de 400 mil pessoas em toda a América Latina.
  • A história é sobre um homem que pede ao amigo para morar com ele e sua namorada para acabar com o relacionamento.
  • O elenco brasileiro tem atores conhecidos da TV, como Julianne Trevisol.
  • O diretor diz que o humor surge naturalmente, sem forçar a barra.
  • A peça faz a gente pensar sobre como nos relacionamos com os outros e como lidamos com nossos medos.

Enredo

Na trama, Pablo (Leandro Luna) pede ao seu melhor amigo Martín (Beto Schultz) que vá morar com ele e sua namorada Sofía (Julianne Trevisol). O objetivo é claro: desestabilizar a relação para provocar o fim do namoro. O plano se estende por uma semana, tempo suficiente para expor fragilidades, egoísmos e contradições dos três personagens. A convivência forçada serve de pano de fundo para discutir os limites dos relacionamentos afetivos contemporâneos, por meio do humor. A encenação aposta no riso como meio de provocar reflexão sobre o modo como construímos e desmontamos nossas relações interpessoais.

Direção e Tradução

Para João Fonseca, que assina a direção, o interesse pela peça veio do modo como a trama se desdobra. “A forma surpreendente e divertida de como vai se desenrolando a história foi o que mais me atraiu”, comenta. Ele destaca ainda a importância do equilíbrio entre comicidade e desconforto. “Trabalhamos o ritmo cômico aproveitando ao máximo as situações propostas, para que o humor surja naturalmente, sem exageros.”

Responsável pela tradução e adaptação do texto, Priscilla Squeff destaca que a versão brasileira partiu da montagem argentina, o que aproximou o ritmo da comédia do nosso repertório cultural. “Tive que localizar algumas referências, atualizando situações para que ressoassem com o público brasileiro sem perder o espírito original da peça. O maior desafio é ajustar o tempo cômico: os contrapontos verbais precisavam funcionar no nosso ritmo.” Nesse processo, o ponto de partida foi confiar nos personagens. “Eles são humanos, falhos, exagerados e justamente por isso, engraçados. A ideia é preservar o humor, mas sem se descuidar da camada crítica: a dificuldade de comunicação nos relacionamentos, o medo do confronto, os jogos de poder afetivo. Acredito que o público vai rir de si mesmo, do amigo, do ex, daquele momento constrangedor que todos já viveram ou ouviram falar.”

Elenco e Reflexões

Para o ator Leandro Luna, o espetáculo levanta questões sobre padrões afetivos e relações sociais. “Todos nós nos encaixamos em um tipo de padrão de relacionamento. A peça apresenta de forma explícita características que se enquadram nesses padrões e nos fazem refletir sobre como estamos nos relacionando nos dias de hoje, em como reagimos ao lidar com os nossos medos e inseguranças, e o quanto conseguimos ser verdadeiros nas nossas relações.”

Já Beto Schultz destaca a importância da confiança. “Acho que a reflexão que fica é que a verdade se prova, mais uma vez, peça essencial para qualquer relação, seja ela de amizade, profissional ou amorosa. Muitas vezes tomamos importantes decisões sem pensar e refletir, o que pode causar problemas difíceis de resolver.”

João Fonseca também reflete sobre a conexão entre o texto original e o público brasileiro: “A peça traz questões universais a respeito das relações amorosas, de fácil identificação em qualquer lugar do mundo, e por isso seu sucesso. Acredito que o talento e o timing de comédia dos atores brasileiros vão potencializar ainda mais essa comédia.”