A Justiça da Califórnia suspendeu a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance a pedido de 12 estados americanos. Eles dizem que a fusão pode prejudicar a concorrência e aumentar os preços para o público.
A Justiça da Califórnia ordenou, nesta segunda-feira (20), a suspensão da compra da Warner Bros. Discovery pela concorrente Paramount Skydance. A decisão atendeu a um pedido de urgência.
Doze estados norte-americanos contestam judicialmente essa aquisição, que avalia a WBD em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 563 bilhões, na cotação atual), incluindo dívidas. As autoridades argumentam que a fusão das duas empresas seria um risco para a livre concorrência e para os consumidores.
- O que aconteceu A Justiça suspendeu a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance.
- Por que Doze estados americanos entraram com uma ação contra a fusão.
- Qual o valor O negócio é avaliado em US$ 110 bilhões (R$ 563 bilhões).
- Quem está por trás da ação O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, lidera a ação.
- O que a fusão pode causar Preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo para o público, segundo os críticos.
Entenda o caso
Na última semana, uma ação judicial contra a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount Skydance foi encabeçada por 12 estados norte-americanos. A demanda foi apresentada a um tribunal federal do norte da Califórnia e representa um desafio direto ao Departamento de Justiça do governo Trump, que aprovou a fusão no mês passado sem exigir mudanças.
Segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, um dos líderes da ação, a fusão de duas das cinco principais distribuidoras de cinema de Hollywood resultaria em "preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo" para o público. "A Califórnia e nossos irmãos estão lutando por mercados livres e justos, não por mercados manipulados", disse Bonta.
Além da Califórnia, juntaram-se à ação os estados do Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.
O que diz a ação
Na ação, os representantes afirmam que o acordo viola a Lei Clayton, a legislação federal que proíbe fusões que possam reduzir muito a concorrência. O documento ainda prevê que, com a fusão, a empresa controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes de estreia nos cinemas e cerca de 27% da concessão de licenças de canais básicos de TV a cabo.
A ação pede também que a Paramount e a Warner não concluam a transação até o caso ser resolvido na Justiça. Uma ordem de restrição temporária será solicitada caso elas se recusem.
Em junho, a Paramount conseguiu a aprovação das autoridades federais de defesa da concorrência. Se a aquisição for concluída, a nova empresa controlará uma ampla carteira de ativos, incluindo a CNN, a Warner Bros. Pictures e o serviço de streaming HBO Max.
Centenas de atores e diretores, incluindo Pedro Pascal, assinaram uma carta contra a fusão, por considerá-la prejudicial à produção em um setor já abalado por anos de cortes. A Comissão Europeia, órgão de controle da concorrência da União Europeia, estabeleceu o prazo de 22 de julho para decidir sobre a aquisição.

A ação pede que a Paramount e a Warner não concluam a transação até o caso ser resolvido na Justiça. Foto: Shutterstock/Blossom Stock Studio.


