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Anvisa aprova novo tratamento para câncer no sangue agressivo

Geral Câncer 20/07/2026 14:38 Assessoria de imprensa da Roche

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo remédio, o glofitamabe, para tratar um tipo agressivo de câncer no sangue chamado Linfoma Difuso de Grandes Células B. Esse medicamento inovador ajuda o sistema de defesa do corpo a combater o câncer de forma mais eficaz, reduzindo o risco de morte em 41% e fazendo com que mais da metade dos pacientes entre em remissão completa. A aprovação é uma esperança para pacientes que não responderam aos tratamentos iniciais ou que não podem fazer transplante.

O glofitamabe (Columvi) é um novo remédio aprovado pela Anvisa para tratar o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), um tipo de câncer no sangue que cresce muito rápido.

Esse medicamento é para pacientes adultos que já tentaram o primeiro tratamento, mas o câncer voltou ou não melhorou. Também é para quem não pode fazer o transplante de células-tronco.

  • O novo remédio reduz o risco de morte em 41% comparado ao tratamento padrão.
  • Mais da metade dos pacientes (50,3%) tiveram remissão completa, ou seja, o câncer sumiu.
  • Ele funciona como uma 'ponte' que une as células de defesa do corpo às células do câncer, fazendo o sistema imunológico atacar a doença.
  • O tratamento dura cerca de 8,3 meses, é feito por infusão na veia e não precisa de internação.
  • Aproximadamente 4 mil pessoas são diagnosticadas com esse tipo de linfoma por ano no Brasil.

O LDGCB é um câncer agressivo e representa cerca de 1 em cada 3 casos de linfoma não Hodgkin. Embora muitos pacientes se curem com o primeiro tratamento, até 40% podem ter a doença de volta ou não responder, o que torna as opções de tratamento limitadas e a sobrevida curta.

Como funciona o novo medicamento

O glofitamabe é um tipo de medicamento chamado anticorpo biespecífico. Ele age como uma estrutura de conexão: uma parte se liga à célula do câncer e a outra se liga a uma célula de defesa do corpo (célula T). Ao unir as duas, o remédio faz com que o sistema imunológico reconheça o câncer, que antes conseguia se esconder, e o combata de forma direta e precisa.

Resultados do estudo clínico

A aprovação foi baseada no estudo global STARGLO, que mostrou uma redução de 63% no risco de progressão da doença. A análise mais recente, com 3 anos de acompanhamento, confirmou que o benefício dura muito tempo.

Segundo especialistas, antes dessa aprovação, o único tratamento com potencial de cura para esses pacientes era a terapia CAR-T, que é muito difícil de conseguir. Agora, com o glofitamabe, mais pessoas podem ter acesso a um tratamento que pode ser iniciado poucos dias após a recomendação médica.

O tratamento é feito em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. Após os 12 ciclos, a terapia termina, permitindo um período sem medicação e com qualidade de vida.