15 de julho de 2026

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Recife mostra projeto de adaptação ao clima em encontro nacional sobre periferias

Geral Clima 15/07/2026 15:31 Gabriel Moreira, assessoria de imprensa

A cidade do Recife, representada pela organização ARIES, participou do 2º Encontro Nacional Periferias Verdes Resilientes, em Ilhéus (BA). O evento reuniu governo, universidades e sociedade civil para discutir como usar a natureza para proteger as comunidades mais pobres dos efeitos das mudanças climáticas, como enchentes e deslizamentos.

Recife, julho de 2026 A ARIES, uma organização da sociedade civil, representa o Recife no 2º Encontro Nacional Periferias Verdes Resilientes, que aconteceu na última semana de junho, em Ilhéus, na Bahia. O evento juntou representantes do Governo Federal, universidades públicas, organizações da sociedade civil e líderes comunitários para trocar experiências sobre como usar a natureza para reduzir os riscos de desastres, como enchentes e deslizamentos, nas periferias das cidades. A ARIES faz parte da rede nacional do programa como representante do Recife e levou para o encontro o trabalho que realiza no bairro do Cajueiro, onde coordena um laboratório que testa soluções verdes para enfrentar os problemas ambientais e urbanos causados pelas mudanças climáticas.

  • O encontro reuniu representantes de 20 cidades brasileiras para discutir como usar a natureza para proteger as comunidades.
  • O projeto do Recife, no bairro do Cajueiro, cria um laboratório de soluções naturais para reduzir riscos de enchentes e deslizamentos.
  • Em 2025, os desastres climáticos no Brasil afetaram mais de 336 mil pessoas e causaram prejuízos de R$ 3,9 bilhões.
  • 87,4% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que aumenta o risco de problemas como ondas de calor e enchentes.
  • O projeto do Alto do Coqueiro, em Ilhéus, foi visitado durante o evento e é um exemplo de como a comunidade pode se organizar para recuperar áreas de encosta.

Troca de experiências entre cidades

Dayse Vital, analista de projetos da ARIES, arquiteta e urbanista que faz parte da equipe técnica do projeto SbN Cajueiro, disse que participar do encontro vai ajudar a observar o que já deu certo em outros lugares e usar esses aprendizados no Recife. "Estamos trabalhando ativamente no território do Cajueiro, com um laboratório de Soluções Baseadas na Natureza aberto para testes e para a participação da comunidade. Por isso, poder conhecer de perto a experiência do Alto do Coqueiro é muito valioso. Um dos pontos fortes do nosso projeto é o protagonismo da comunidade, e ver como esse engajamento foi fortalecido e gerou resultados concretos em Ilhéus nos inspira e amplia nossa visão. Essas trocas criam novas ideias, trazem outros pontos de vista e mostram que trabalhar em rede é fundamental para levar soluções cada vez mais eficazes para nossas comunidades."

O impacto das mudanças climáticas nas cidades

O encontro acontece em um momento de aumento dos impactos climáticos nas cidades brasileiras. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os eventos climáticos extremos registrados em 2025 afetaram mais de 336 mil pessoas e causaram prejuízos de cerca de R$ 3,9 bilhões. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 87,4% da população brasileira mora em áreas urbanas, o que aumenta a exposição a problemas como enchentes, deslizamentos e ondas de calor. Por causa disso, as Soluções Baseadas na Natureza estão sendo incluídas em programas públicos porque ajudam a reduzir riscos, recuperar o meio ambiente e melhorar as condições das cidades ao mesmo tempo.

Um encontro com muitas organizações

O 2º Encontro Periferias Verdes Resilientes reuniu representantes de quatro instituições públicas que cuidam de políticas urbanas, ambientais e de redução de riscos, cinco universidades públicas e 13 organizações da sociedade civil que atuam em 20 cidades, espalhadas por 12 estados e pelo Distrito Federal. A programação incluiu visitas ao projeto do Alto do Coqueiro, em Ilhéus, que é reconhecido dentro do programa por seu trabalho de recuperação de áreas de encosta com a ajuda da comunidade e o uso de Soluções Baseadas na Natureza.

A importância de compartilhar o que funciona

Para Renata Wogeley, também analista de projetos da ARIES e arquiteta e urbanista que trabalha no projeto SbN Cajueiro, o principal resultado do encontro é a troca de experiências entre lugares que enfrentam desafios parecidos. "Os impactos das mudanças climáticas afetam cidades de diferentes tamanhos e regiões do país. Quando gestores, pesquisadores e organizações compartilham o que funcionou, os obstáculos que enfrentaram e os resultados que alcançaram, cada comunidade ganha condições de avançar com mais segurança. Essa troca ajuda a melhorar os projetos locais e fortalece a criação de políticas públicas voltadas para a adaptação climática."

Recife ganha força com a participação na rede

A participação da ARIES reforça a presença do Recife em uma rede nacional que busca a adaptação climática em áreas urbanas vulneráveis. Ao fazer parte de um grupo formado por governos, universidades e organizações da sociedade civil, a instituição contribui para levar para o debate nacional a experiência que acumulou no Cajueiro e volta com exemplos práticos que podem ajudar a desenvolver novas iniciativas para reduzir os riscos socioambientais na capital pernambucana.