Martha Lillard, que pegou poliomielite aos 5 anos e passou a vida inteira dependendo de um pulmão de aço para respirar, morreu aos 78 anos no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos.
Martha Lillard, a última paciente nos Estados Unidos que dependia de um pulmão de aço por causa da poliomielite, morreu aos 78 anos em Oklahoma.
A morte, que aconteceu no dia 26 de junho, marca o fim de uma época para os sobreviventes da doença que usavam essa tecnologia respiratória antiga.
- Martha Lillard era a última pessoa nos EUA que ainda usava um pulmão de aço.
- Ela pegou poliomielite em 1953, quando tinha apenas 5 anos de idade.
- A doença paralisou Martha do pescoço para baixo, e ela precisou do equipamento para respirar.
- Mesmo com muitas limitações, ela conseguiu estudar, morar sozinha e até cozinhar para si mesma.
- Martha viveu muito mais do que os médicos esperavam: eles achavam que ela viveria só até os 20 anos.
Segundo a família, as causas da morte foram insuficiência pulmonar crônica e síndrome pós-pólio, que pioraram por causa dos efeitos da Covid-19 de longa duração.
Uma vida ligada a uma máquina
Martha pegou poliomielite em 1953, quando tinha só cinco anos. A doença paralisou o corpo dela do pescoço para baixo, e ela precisou usar um cilindro de metal que muda a pressão do ar para ajudar a respirar.
Esse equipamento funciona forçando a entrada e saída de oxigênio dos pulmões, e por isso era chamado de pulmão de aço.
Mesmo com todas as dificuldades, Martha estudou usando um interfone e, depois, usou a internet para se informar e fazer coisas do dia a dia.
Com fisioterapia, ela conseguiu recuperar um pouco do movimento do braço esquerdo e das pernas. Isso a ajudou a morar sozinha por muitos anos e até a preparar a própria comida.
A importância da vacina e a situação médica
A história de Martha mostra como a poliomielite era grave antes das vacinas, que começaram a ser aplicadas em 1955. Nos Estados Unidos, a doença foi considerada eliminada em 1979, depois que as campanhas de vacinação reduziram muito o número de casos.
Nos últimos cinco anos, a capacidade dos pulmões de Martha caiu para menos de 25%. Ela precisou ficar no pulmão de aço quase 24 horas por dia. Durante a pandemia, ela pegou Covid-19 duas vezes, o que deixou a saúde dela ainda mais frágil.
O legado e o ativismo de Martha
Além de viver com a doença, Martha era conhecida por fazer arte: ela compunha músicas e escrevia poemas. Ela também era voluntária em uma sociedade que protege os animais, cuidando do resgate de cães da raça Beagle.
Martha deixou um obituário que ela mesma escreveu. Nele, ela contou como foi determinada a aproveitar a vida, mesmo com os médicos dizendo que ela viveria, no máximo, até os 20 anos. Ela venceu essa previsão com muita força de vontade.

Martha Lillard: morre última americana a usar pulmão de aço aos 78 anos. Reprodução Domínio Público


