15 de julho de 2026

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Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

Geral Greve 15/07/2026 08:10 Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A categoria pede aumento de 12% e vale-alimentação de R$ 1 mil. A greve já causou paralisação de ônibus e aglomeração nos pontos da cidade.

Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

  • Os rodoviários pedem um aumento de 12% no salário, mas as empresas oferecem apenas 4,5%.
  • A greve foi considerada legal pela Justiça, que obrigou a manter 50% da frota em circulação.
  • A paralisação começou em 29 de junho, mas foi suspensa no dia 2 de julho para novas negociações.
  • A categoria também quer o vale-alimentação aumentado para R$ 1 mil e o pagamento de horas extras para o intervalo de refeição.
  • O desembargador sugeriu que as empresas aumentem a oferta para 5%, igual ao que já é pago em outras cidades da região.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Entenda a paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.