14 de julho de 2026

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UFMT apoia professora vítima de racismo após entrevista

Geral Racismo 14/07/2026 14:30 Brenda Closs - Folhamax folhamax.com

A professora Zara Figueiredo, que também é secretária do Ministério da Educação, sofreu ataques racistas nas redes sociais depois de dar uma entrevista sobre desigualdade racial nas escolas. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se solidarizou com ela e repudiou os comentários ofensivos. Zara registrou tudo na polícia para que os responsáveis sejam punidos.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) divulgou uma nota de apoio à professora e secretária do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo. Ela foi vítima de ataques racistas depois de participar de uma entrevista sobre desigualdade racial nas escolas.

  • Zara Figueiredo foi alvo de comentários racistas após entrevista no SBT News sobre desigualdade racial nas escolas.
  • A UFMT publicou uma nota oficial repudiando os ataques e se solidarizando com a professora.
  • Zara registrou os comentários ofensivos e vai tomar as medidas legais contra os responsáveis.
  • A universidade destacou que os ataques a uma mulher negra em cargo de liderança são uma tentativa de enfraquecer os avanços sociais.
  • O crime de racismo também vale para o ambiente virtual, e a professora reforçou que não se trata de liberdade de expressão.

A professora participou do programa Sala de Imprensa, do SBT News. Depois que a entrevista foi ao ar, ela começou a receber vários comentários ofensivos nas redes sociais.

Zara disse que decidiu mostrar algumas dessas mensagens para que as pessoas vejam o problema. "Vieram vários comentários racistas e isso precisa ser chamado pelo nome", afirmou. Ela também deixou claro que os ataques não vão ficar sem punição e que já tomou as medidas legais necessárias. "Racismo não é liberdade de expressão", reforçou.

A professora contou ainda que guardou todos os comentários e enviou o material para as autoridades. Ela lembrou que o crime de racismo também vale para o que acontece na internet.

O posicionamento da UFMT

Em uma nota oficial, a UFMT repudiou os ataques e destacou a trajetória da educadora. "Ataques contra uma mulher negra que ocupa um cargo de liderança não são apenas uma agressão pessoal, mas também uma tentativa de enfraquecer os avanços que conseguimos na luta por uma sociedade mais justa", diz um trecho do comunicado.

A universidade também reafirmou seu compromisso em combater o racismo. "A UFMT reafirma seu compromisso institucional de enfrentar o racismo em todas as suas formas", disse a nota, ao manifestar solidariedade à professora Zara Figueiredo.