A farmacêutica brasileira Eurofarma fechou uma parceria com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic para trazer ao Brasil uma nova vacina contra a chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A vacina é de dose única e usa uma tecnologia que não contém o material genético do vírus, sendo segura para diferentes idades. O pedido de registro já foi enviado à Anvisa.
SÃO PAULO, SP - A farmacêutica brasileira Eurofarma anunciou, nesta segunda-feira (13), que fechou uma parceria com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic para trazer ao país uma nova vacina contra a chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
- A vacina é de dose única e usa uma tecnologia chamada VLP, que imita a parte de fora do vírus sem ter o material genético dele.
- Ela já é aprovada para maiores de 12 anos nos Estados Unidos, Europa, Reino Unido, Suíça e Canadá.
- Se aprovada no Brasil, será a segunda vacina contra chikungunya liberada no país.
- A primeira vacina foi feita pelo Instituto Butantan e pela empresa Valneva, e foi aprovada em 2025 para pessoas de 18 a 59 anos.
- O mundo teve mais de 500 mil casos de chikungunya em 2025, com quase 186 mortes; no Brasil, foram quase 130 mil casos e 120 mortes.
A empresa já enviou o pedido de registro para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em junho, começando o processo de aprovação do imunizante chamado CHIKV VLP.
Como funciona a nova vacina
Ela é uma vacina de dose única, feita com a tecnologia de VLP ("virus like particles", ou partículas semelhantes ao vírus). Esse método copia a parte de fora do vírus sem conter o material genético dele, o que impede que ele se multiplique e cause infecção.
Nos testes clínicos, a vacina criou anticorpos de defesa em pessoas de diferentes idades, incluindo adolescentes e idosos, segundo a Eurofarma.
Onde já é aprovada
A vacina já é aprovada para pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, na União Europeia, no Reino Unido, na Suíça e no Canadá, com o nome comercial Vimkunya.
Segunda vacina no Brasil
Se for aprovada no Brasil, ela será a segunda vacina contra chikungunya liberada no país. A primeira foi desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Ela teve o registro dado pela Anvisa em abril de 2025 e a produção nacional foi autorizada em maio deste ano.
A vacina do Butantan usa o vírus enfraquecido e é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos. Ela não é recomendada para mulheres grávidas e pessoas com o sistema imunológico fraco. Já a vacina da Eurofarma, por não ter material genético do vírus, pode ser usada em uma faixa etária maior.
Casos de chikungunya no mundo e no Brasil
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o mundo registrou mais de 500 mil casos de chikungunya em 2025, com cerca de 186 mortes. No Brasil, foram quase 130 mil casos e 120 mortes no mesmo período.
Um alerta da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e da OMS, publicado em fevereiro deste ano, mostra um aumento grande de casos entre o fim de 2025 e o começo de 2026. Isso inclui o retorno da doença em regiões que não tinham casos há anos, como partes do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.
A chikungunya já foi encontrada em mais de 110 países e tende a se espalhar com o aquecimento global, que ajuda o mosquito transmissor a se reproduzir. Embora a doença mate poucas pessoas, ela pode se tornar crônica e causar dores nas juntas que impedem a pessoa de se movimentar.

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